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Luanda, 15 abr 2025 (solusikaki.com) - Segundo dados revelados pelo Ministério da Saúde, Angola confirmou duas mortes adicionais e 232 novas infecções por cólera nas últimas 24 horas. Desde o início do surto em janeiro deste ano, já foram registradas um total acumulado de 475 óbitos e 12.600 casos infectados.

As informações contidas no boletim epidemiológico referente à atualização da situação até ao dia de segunda-feira indicam que 11 das 17 regiões atingidas relataram novos casos de infecção. Entre estas, Benguela destaca-se com um total de 104 casos entre os 232 comunicados em geral.

Durante o período estudado, ocorreram falecimentos nas províncias do Bengo e de Benguela, sendo que cada uma delas teve um óbito registrado.

Nas últimos 24 horas, 209 indivíduos foram liberados do hospital, enquanto outros 1.257 ainda permanecem internados devido à cólera.

As autoridades angolanas enfrentam atualmente um surto de cólera anunciado em 7 de janeiro deste ano, impactando 17 das 21 províncias do país. Já foram registrados mais de 12.600 casos, sendo a maioria em Luanda, cidade onde também se concentram as maiores infecções recentes, totalizando 5.053 novos casos nos últimos três meses.

Em relação às vítimas fatais, com uma taxa de mortalidade de 3,8%, Luanda conta também com 184 óbitos dentre os casos registrados.

Na segunda-feira, o grupo interdisciplinar que trabalha na erradicação da cólera expressou sua preocupação em relação ao descumprimento das normas de prevenção e controle por parte da comunidade.

“A simples existência de medidas por parte dos governos, tanto em níveis central como local, não é suficiente; necessitamos da participação de todos para combater esse problema,” afirmou à imprensa a Ministra de Estado responsável pela área Social, Maria Bragança.

A líder angolana pediu à comunidade para seguir as orientações relativas às normas de limpeza.

"Cada indivíduo na comunidade deve tomar extrema precaução com o manejo dos alimentos e como descarta as fezes. A defecação ao ar livre é uma das principais formas sérias que facilitam a transmissão dessa enfermidade por meio de vetores," afirmou.

De acordo com Maria Bragança, mesmo com a distribuição de água tratada, ainda se observa "deficiências na higiene", tornando difícil a contenção desta epidemia.

“Acreditamos firmemente que, ao implementarem-se medidas mais direcionadas pelo governo, concentrando-se nas regiões com os maiores índices de infecção — onde se registam igualmente taxas elevadas de mortalidade — e complementando essas iniciativas com estratégias para controlar a propagação do vírus e evitar sua expansão por outras áreas, poderemos superar essa epidemia de cólera,” afirmou.

NME // VM

solusikaki.com/Fim

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