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A tecnologia e o setor automobilístico têm sido protagonistas nas disputas tarifárias entre os Estados Unidos e a China, contudo há uma terceira força nesse cenário. player nessa contenda que poderia complicar a situação econômica dos EUA. Estamos falando do segmento de construção civil, que é um dos principais compradores nos Estados Unidos.

Segundo o jornal "El Economista", a National Association of Builders investiu aproximadamente 17 bilhões de euros na compra de aço proveniente da China. Com base nas taxas atualmente aplicadas, espera-se um impacto mínimo de 3,2 bilhões de euros, os quais serão redistribuídos entre as companhias do ramo construtivo nos Estados Unidos.

Em suma, as estatísticas do Departamento de Comércio dos EUA ilustram claramente o peso significativo dessa indústria para o país. As importações americanas totalizaram 134 bilhões de euros em equipamentos diversos, incluindo ferramentas elétricas e maquinaria pesada, além de outros 103 bilhões de euros provenientes da compra de guindastes, máquinas de escavação subterrânea e concretadoras.

Uma das principais preocupações da Associação Nacional de Construtores está relacionada ao vidro e ao plástico industrial, áreas em que a China domina o mercado e proporciona preços mais baixos. Esta situação sugere que diversos novos projetos de construção podem ficar totalmente estagnados nos próximos meses, até que a questão seja solucionada ou até mesmo descobrirem-se substitutos para esses materiais vindos da China.

O segmento da construção movimenta 1,6 bilhões de euros e equivale aproximadamente a 3,15% do PIB dos Estados Unidos. De acordo com o BankRate, há uma deterioração na falta de trabalhadores devido às "deportações em larga escala planejadas por Trump", situação essa que "poderia elevar os custos das propriedades no país".

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