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A declaração menciona que esta decisão, alinhada com o posicionamento político da Frente de Libertação do Estado de Cabinda -- Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC), foi tomada depois de consultar internamente a direção política da FLEC. Esta medida visa estabelecer um ambiente favorável à realização de negociações significativas com os órgãos governamentais angolanos, objetivando assim encerrar definitivamente o conflito na região de Cabinda.

"A determinação da FLEC-FAC é ainda consequência da revelação da iniciativa do partido angolano UNITA [União Nacional para aIndependência Total de Angola, principal força de oposição em Angola] e da proposta que anunciou que faria à assembleia nacional angolana," afirma o documento.

A FLEC-FAC compromete-se em estabelecer uma atmosfera propícia que não interfira com o desenvolvimento da iniciativa da UNITA, vendo isso como "umportunidade de avançar rumo ao diálogo".

De acordo com a FLEC-FAC, esta medida visa "reforçar o seu compromisso para resolver de forma pacífica o conflito em Cabinda e mostrar disposição para dialogar, sempre dentro dos limites que asseguram o direito à autodeterminação do povo cabindês".

"A FLEC-FAC reserva-se o direito de retaliar militarmente quaisquer provocações por parte das Forças Armadas Angolanas (FAA) dentro do território de Cabinda e manifesta sua disposição para agir firmemente sempre que a população local sofrer ataques violentos ou medidas de repressão", destaca a declaração.

O armistício provisório começa nesta data, contudo "em falta de avanços tangíveis por parte da organização angicana UNITA, o término do cessar-fogo ocorrerá às 23h00 do dia 14 de junho de 2025", estabelece a FLEC-FAC.

Em março último, a UNITA declarou sua intenção de apresentar ao parliamentro um Projeto de Resolução visando "reclamar pelo término imediato e sem condições dos confrontos armados" na região da província angolana de Cabinda e também pede "o início instantâneo das discussões pela paz".

O grupo parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, principal força da oposição) afirma que a sociedade civil em Cabinda, os grupos reivindicativos e a comunidade local desejam e apoiam um diálogo abrangente visando resolver o conflito político-militar e histórico de Cabinda.

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) tem vindo a defender ao longo dos últimos anos a separação da região de Cabinda, uma província localizada no Norte de Angola e responsável por boa parte das reservas petrolíferas do país. Esses movimentos baseiam-se em acordos históricos, nomeadamente o Tratado de Simulambuco assinado em 1885, que classifica essa área como um protetorado português.

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