Miguel Morgado afirma que Pedro Frazão infringiu a intimidadede da família do primeiro-ministro, uma situação que estabelece um precedente nesta área e que posteriormente poderia voltar-se contra si mesmo.
O deputado do partido Chega, Pedro Frazão, registou um vídeo na fachada da residência familiar do primeiro-ministro Luís Montenegro, localizada em Espinho, que posteriormente partilhou nas plataformas digitais.
Nas imagens, que o Notícias ao Minuto decidiu não compartilhar, mas pode-se observar o legislador ao lado de uma ativista do mesmo partido diante da entrada do líder governamental.
Ajourd'hui dirigi-me para a residência de Luís Montenegro. Sim, cheguei à entrada do santuário da corrupção — e não, minhas pernas não tremeram. Pedro Frazão anunciou, adicionando que entregou "uma carta" contendo "interrogantes desconfortáveis" para Montenegro.
Estas questões soam quase como acusações, tal como: "De que forma prosperou nesta área de consultoria?" e "Quais foram os benefícios que obteve do Grupo Solverde, proprietário do cassino bem perto da sua residência?".
A publicação está a causar controvérsia nas redes sociais, com vários internautas a condenarem Pedro Frazão por ter violado a intimidade familiar de Montenegro.
O assunto acabou por chegar à televisão. Na SIC Notícias, Miguel Morgado expressou as mesmas preocupações, referindo que é bem possível que o 'feito volte para prejudicar quem o realizou'.
Suspeito que Pedro Frazão logo irá sentir remorsos. Desde o instante em que os políticos não entendem que ao atacarem seus rivais atravessando as fronteiras da privacidade alheia, também estão abrindo caminho para futuras retaliações. Num dado dia, Pedro Frazão certamente lamentará ter invadido a intimidadede família de Luís Montenegro quando essa situação se voltar contra ele próprio. , salientou.
Lembre-se de que, conforme relatado pelo jornal Expresso Luís Montenegro supostamente não entregou às autoridades judiciais as faturas relacionadas com a reforma da sua residência em Espinho, embora tenha se comprometido a fazer isso em dezembro de 2023.
O chefe do governo enfrentou uma investigação devido a conselhos favoráveis à empresa responsável pelo fornecimento de concreto para a sua casa.
Em dezembro de 2024, o Ministério Público informou sobre o encerramento do caso. No documento emitido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal Regional do Porto, foi mencionado que as apurações confirmaram que a reforma na residência do líder executivo não infringiu nenhuma legislação aplicável.
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