Um estudo divulgado nesta segunda-feira na revista científica The Lancet , indicou que a gepotidacina, um novo antibiótico utilizado no combate às infecções urinárias, poderia ser igualmente efetivo na luta contra a gonorreia. Se os achados do estudo liderado pela empresa farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) forem validados, isso poderá resultar em novas opções terapêuticas para esta doença. O primeiro remédio para uma infecção sexualmente transmissível lançado há mais de três décadas.
O ensaio clínico internacional houve mais de 600 participantes , onde metade dos participantes recebeu o tratamento padrão, composto por uma injeção de ceftriaxona associada a um comprimido de azitromicina, enquanto o restante foi submetido ao novo medicamento, administrado em duas doses orais de três gramas cada. A porcentagem de êxito alcançada com a gepotidacina foi de 92,6%. em comparação com 91,2% da terapia tradicional. “ A gepotidacina não mostrou resultados inferiores quando comparada ao tratamento usando ceftriaxona e azitromicina. O estudo ressalta que, embora isso ocorra, o grupo tratado com o novo antibiótico apresentou "taxas maiores de efeitos colaterais associados ao medicamento, principalmente problemas digestivos, na maioria das vezes leves ou moderados". Nenhum efeito colateral grave ligado ao tratamento foi detectado em qualquer um desses grupos. A Gepotidacina obteve aprovação do FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos em março, destinando-se especificamente ao tratamento de infecções urinárias em mulheres com mais de 12 anos.
[Já saiu o quarto episódio Do "O Misterioso Engenheiro Jardim", o novo podcast Plus do solusikaki.com, narra a vida de Jorge Jardim, um empresário que se revela ser um agente secreto responsável por diversas operações arriscadas globalmente. Ele também sonhou em estabelecer seu próprio país e fundou uma dinastia formada por mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no solusikaki.com , e também na Apple Podcasts , no Spotify e no YoutubeMusic . E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo e aqui o terceiro episódio]
Desde o início da década de 1990 que não é identificado um novo antibiótico eficaz contra a gonorreia. Nos últimos anos, a bactéria responsável por esta infecção tem desenvolvido resistência cada vez maior aos tratamentos disponíveis. Desenvolveu-se resistência aos antibióticos mais utilizados. , tal como a penicilina, a tetraciclinas ou os Fluoroquinolonas, o que acontece é A Organização Mundial de Saúde (OMS) denomina "supergonorreia" Ter outra alternativa para o tratamento é incrível, disse à CNN O especialista em doenças sexualmente transmissíveis e professor na Universidade de Columbia, Jason Zucker, comemora esta decisão. O doutor Fernández Rivas, representante da Sociedade Espanhola de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica, também se mostra satisfeito com a notícia, expressando sua opinião nas declarações feitas à El País A ameaça de certas infecções bacterianas se tornarem intratáveis "é real e praticamente já está ocorrendo."
Relatórios atuais do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças A ECDC, abreviação em inglês, utilizando os dados dos países da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu, indicou que em 2023 aproximadamente 100 mil casos de gonorreia foram notificados na Europa, representando um acréscimo de 31% em comparação com 2022.