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Gaza, Palestina, 14 abr 2025 (solusikaki.com) - Segundo uma fonte próxima ao movimento islâmico palestino Hamas, eles receberam recentemente uma oferta de cessar-fogo temporário proveniente de Israel na região da Faixa de Gaza. No entanto, esta proposta inclui um termo finalizado pela parte israelense relativo à conclusão completa das hostilidades, algo que o Hamas considera como transpondo os seus limites não negociáveis.

De acordo com as declarações da autoridade, a iniciativa apresentada por Israel contemplaria "a libertação de metade dos reféns" durante os primeiros sete dias subsequentes ao pacto, em troca de uma trégua de pelo menos 45 dias e do ingresso de assistência humanitária na região palestina.

No seu plano, apresentado através de intermediários egípcios, Israel também pede o desarme do Hamas e de todos os grupos armados palestinos em Gaza para estabelecer uma "cessação definitiva" das hostilidades em Gaza, considerando isso como uma "linha vermelha (... ) que não está aberta a negociações", afirmou um representante do Hamas à agência France-Presse (AFP).

Uma missão do Hamas está presente no Cairo para discussões com representantes egípcios e cataris, que junto com os EUA, estão a facilitar um cessar-fogo na área palestina.

Taher Al-Nounou, um importante líder do Hamas, declarou nesta terça-feira que seu grupo está pronto para liberar todos os reféns israelenses se for assegurado que Israel encerrará suas operações militares na Faixa de Gaza.

Porém, al-Nounou também culpou Israel por atrapalhar as tentativas de alcançar uma trégua.

“A questão não reside no número de reféns a liberar,” declarou, “mas antes no fato de Israel estar a descumprir suas promessas, obstruindo a aplicação do acordo de cessar-fogo e prosseguindo com as hostilidades. É exatamente esse o motivo pelo qual o Hamas enfatiza a importância das garantias para compelir Israel a cumprir o pacto,” completou.

Na primeira etapa do cessar-fogo, que ocorreu entre 19 de janeiro e 17 de março, foi acordado a soltura de 33 reféns, sendo que oito já estavam falecidos, em troca da liberdade aproximada de 1.800 presos palestinos pelo lado de Israel.

Até agora, as tentativas de reiniciar o cessar-fogo encontram-se obstadas pelas discrepâncias sobre quantos reféns o Hamas deveria liberar.

Taher al-Nounou declarou ainda que o Hamas recusar-se-á a entregar as armas, condição estabelecida por Israel como fim da hostilidades na guerra.

“Armas da resistência não são para negociar,” declarou.

O conflito em Gaza teve início com o assalto sem precedentes do Hamas ao sul de Israel em 07 de outubro de 2023.

O ataque resultou na morte de 1.218 pessoas do lado israelense, sendo que a maior parte eram civis, conforme um levantamento realizado pela AFP com base nos dados oficiais.

Dessas 251 pessoas sequestradas à época, ainda há 58 mantidas como reféns em Gaza, sendo que desses, 34 já faleceram, conforme informou as forças armadas.

Domingo, o Ministério da Saúde do Hamas informou que pelo menos 1.574 palestinianos haviam falecido desde o reinício dos ataques militares israelenses em 18 de março, aumentando assim o total de óbitos em Gaza para 50.944 desde o começo da ofensiva israelense, há aproximadamente 18 meses.

DMC (JSD) // RBF

solusikaki.com/Fim

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