Durante a assembléia geral de acionistas realizada hoje, Faury mencionou que ainda existe grande incertezza em relação ao possível efeito das taxas impostas, embora tenham sido postergadas, em sua empresa. Essa informação foi divulgada pela agência Europe Press.
"Por enquanto, isso não pode ser concluído definitivamente," destacou-se, considerando ainda que a Airbus atua em uma mistura de nações com diversos cenários econômicos, incluindo a União Europeia, os Estados Unidos (EUA) e a China.
Assim sendo, a empresa produtora de aeronaves manteve suas projeções feitas no começo do ano para todo o exercício financeiro. Ela continua visando uma entrega de 820 aeronaves comerciais, ultrapassando em 54 unidades o número entregue em 2024, além de alcançar um lucro operacional ajustado na faixa dos sete mil milhões de euros (cerca de 30,7%).
Quanto à divisão de Defesa e Espaço, que sofreu impacto de imprecisões nas projeções do programa espacial nos últimos dois exercícios financeiros, Guillaume Faury mencionou que as "revisões técnicas abrangentes" desses projetos já foram finalizadas.
"Estamos a reiniciar nossos acordos e iniciativas, a resgatar nosso trabalho no setor espacial e a analisar possíveis diretrizes estratégicas," declarou o representante.
Dentro deste cenário, o construtor aeronáutico lançou discussões "iniciais e sem compromissos" com as companhias aeroespaciais europeias Leonardo e Thales, visando potencializar o segmento espacial da Europa.
O CEO da Airbus também destacou que a companhia segue colaborando com seus parceiros sociais na implementação das mudanças estruturais nessa divisão, onde declarou anteriormente um corte de 2.000 empregos até o ano de 2026.
Isso tudo contribuiu para diminuir o seu perfil de risco no futuro.
"Agora é necessário executar nossa estratégia em uma estrutura mais simplificada, assumindo responsabilidades desde o início até o fim, além de tirar proveito da reaproveitamento das ferramentas tecnológicas que já criamos," comentou.