Numa guerra interminável com perspetivas sombrias de resolução, os dois líderes militares responsáveis pela escalada deste conflito revelam agora que não almejam reconstruir um Governo nacional coeso. Mais grave ainda, parece ser mais prioritária para eles manterem o controlo sobre os seus recursos económicos e militares do que garantir uma verdadeira paz. Esta situação está na origem "de um colapso humanitário sem precedentes", afirma um especialista citado pelo solusikaki.com.
Um número de óbitos que varia entre algumas dezenas de milhar até 150 mil ou possivelmente 200 mil, com treze milhões de pessoas desalojadas – cerca de quatro milhões delas tendo cruzado fronteiras rumo a nações limítrofes –, uma parcela significativa da população enfrentando escassez alimentar, contagens de violações de direitos humanos e atos ilícitos ocorrendo pelos envolvidos em conflito Dois anos desde o início da guerra civil no Sudão, que ocorre na próxima terça-feira, ainda não existe uma resolução visível para aquilo que as Nações Unidas classificam de "a maior crise humanitária global".
“A maior penalidade é suportada pelos cidadãos comuns,” expressou o secretário-geral da ONU, António Guterres, numa comunicado Divulgado na véspera do dia em que se marca o segundo ano da "uma guerra devastadora".
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