Lisboa, 15 abr 2025 (solusikaki.com) - Na próxima campanha de vacinação outono-inverno 2025-2026, a imunização contra o Vírus Sincitial Respiratório (VSR) será estendida para incluir bebés com até dez meses de idade, estimando-se que serão aproximadamente 76 mil crianças protegidas, revelou hoje a secretária de Estado da Saúde.
Ana Povo afirmou à agência solusikaki.com que o Ministério da Saúde concordou com a sugestão apresentada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para ampliar a estratégia de vacinação durante a próxima campanha, incluindo todas as crianças nascidas entre 1 de junho de 2025 e 31 de março de 2026.
Na campanha mais recente, a vacinação visou assegurar a protecção aproximada de 62 mil crianças, com o governo ter injetado uma verba estimada em torno dos 13,6 milhões de euros nesse esforço. Esta iniciativa abrangeu bebes desde recém-nascidos até aos oito meses de idade para garantir que fossem imunizados.
“Através desta iniciativa, esperamos garantir a proteção de aproximadamente 14 mil bebês, pois consideramos que, ao implementá-la, poderemos diminuir tanto a susceptibilidade individual quanto a carga da doença. Além disso, buscamos ampliar os benefícios observados durante a temporada passada nos serviços de saúde, não apenas através da redução das internações, mas também pela queda no número de atendimentos de emergência para crianças menores de um ano,” enfatizou-se.
A política de vacinação mantém-se a abranger os meninos e meninas acima de um ano que se encontrem em categorias de risco, tais como bebés nascidos antes da data prevista, crianças portadoras de problemas cardíacos, respiratórios ou neurológicos desde cedo, bem como aquelas cujo organismo defensivo está debilitado e jovens diagnosticados com asma ou com bronquite crônica.
A secretária de Estado mencionou que para a temporada 2024-2025, seguindo uma sugestão técnica da DGS, o Ministério da Saúde decidiu oferecer gratuitamente a vacina contra o VSR pelas primeiras vezes em crianças nascidas entre 1 de agosto e 31 de março.
A campanha realizou-se de outubro a março, altura em que o vírus se dissemina, e a DGS verificou que "esta vacinação demonstra ser bastante eficaz na faixa etária infantil".
“E é eficaz porquê? Porque o Vírus Sincicial Respiratório provoca infeções respiratórias que nos bebés, nomeadamente até aos três meses e entre os três e os seis meses, leva muitas vezes à necessidade de internamento, não só em enfermaria como também em cuidados intensivos”, disse Ana Povo.
De acordo com a secretária de Estado, houve uma queda de cerca de 85% nos hospitalizados em enfermaria e unidades de terapia intensiva para crianças menores de três meses. Além disso, registrou-se uma baixa de 40% na quantidade de bebês que têm entre três e seis meses internados.
"Isto afeta igualmente os próprios pais, já que toda vez que uma criança precisa ser hospitalizada, um pai ou mãe deixa de trabalhar para cuidar da criança durante todo o processo de recuperação. Assim sendo, esta medida não se limita às crianças; ela também beneficia suas famílias," explicou-se.
A vacinação gratuita foi disponibilizada em todos os serviços das maternidades nos setores público, privado e social para bebés nascidos entre 1 de outubro de 2024 e 31 de março de 2025; enquanto que para aqueles nascidos entre 1 de agosto de 2024 e 30 de setembro de 2024, bem como para as crianças consideradas de alto risco, esta oferta estava acessível através das estruturas de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A iniciativa de vacinação, encerrada em 31 de março de 2025, obteve um alto nível de adesão entre os responsáveis pelos menores, atingindo uma taxa aproximada de cerca de 85% das crianças incluídas na mesma.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que estão prestes a finalizar o estudo sobre a eficácia da vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR), a previsão inicial da eficácia dos anticorpos monoclonais aplicados na prevenção de hospitalizações por infecção respiratória aguda causada pelo VSR é de cerca de 85%. Esta taxa está bastante alinhada com as estimativas registadas em outros países.
Este vírus, conhecido por ser altamente transmissível, é o principal responsável pelas doenças nas vias respiratórias em bebés menores de um ano.
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