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Ginebra, 15 abr 2025 (solusikaki.com) – A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou nesta quinta-feira que Israel matou ao menos 71 cidadãos civis durante as suas operações militares iniciadas após o começo do cessar-fogo, em novembro de 2024.

De acordo com o porta-voz do alto-comissário, Thameem Al-Kheetan, as operações militares israelenses vêm impactando a população libanesa e danificando estruturas supostamente sem ligação ao confronto.

No mínimo nove crianças são contabilizadas como vítimas dos ataques aéreos, revelou o representante oficial, citando uma "avaliação preliminar". Essa análise ressalta ainda que mais de 92.000 indivíduos permanecem desalojados no Líbano, especialmente na área meridional do território.

As incursões expandiram-se nos últimos tempos até à cidade de Beirute, tornando-se assim em dois assaltos que, conforme afirmam as forças israelenses, visavam membros da organização-partido Hezbollah.

Contudo, a ONU informou que os mísseis, responsáveis por ao menos dois óbitos civis, acertaram áreas próximas a diversas instituições educacionais e danificaram prédios residenciais.

A ONU também condenou o disparo de pelo menos cinco mísseis, dois morteiros e um drone provenientes do Líbano em direção ao norte de Israel após o início da trégua. Isso continua a manter “milhares” de cidadãos israelenses deslocados na região setentrional do país.

“O uso da violência precisa parar agora mesmo,” exortou al-Kheetan em uma mensagem endereçada a todos os envolvidos, enfatizando a importância do cumprimento das leis internacionais.

Desta forma, argumentou que todos os excessos deveriam ser examinados de maneira “móvel, autônoma e equitativa”, garantindo assim que os infratores enfrentem o sistema judicial.

JSD // APN

solusikaki.com/Fim

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