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Odessa, Ucrânia, 15 Abril 2025 (solusikaki.com) - O Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, reconheceu hoje que as "negociações cruciais" conduzidas pelo presidente dos Estados Unidos com a Rússia e a Ucrânia não estão sendo simples. Ele expressou desagrado em relação ao recente ataque russo na cidade de Sumi.

“Aqui estamos novamente a discutir as crucial negociação lideradas pelo presidente Trump envolvendo tanto a Ucrânia quanto a Rússia na esperança de encerrar este conflito e estabelecer um período prolongado de tranquilidade. Apesar das dificuldades desses diálogos — sobretudo depois deste recente turbilhão de violência —, todas nós apoiamos os esforços pacificadores do Presidente Trump,” afirmou Rutte durante uma coletiva de imprensa junto ao líder ucraniano Volodymyr Zelensky, nesta cidade portuária de Odesa, localizada no sul do país, onde fez sua incógnita viagem oficial.”

O representante da NATO afirmou que "outros membros", especialmente mediante esforços conduzidos pela França e pelo Reino Unido, "encontram-se preparados, dispostos e capazes para aceitar maior parte das responsabilidades com o intuito de contribuir para manter a paz assim que essa ocasião se apresentar".

Rutte criticou o ataque russo na cidade de Sumi, ocorrido no último domingo, que resultou em mais de 30 cidadãos mortos e cerca de 100 feridos.

“Isto é absolutamente escandaloso. É uma parte do horrendo padrão de ataques russos contra alvos civis e infraestruturas por todo o país ucraniano,” denunciou, lembrando que “até centenas de hospitais e trabalhadores de saúde se tornaram alvo” desde o começo da ofensiva russa, em fevereiro de 2022.

O representante da Organização do Tratado do Atlântico Norte garantiu a Zelensky que "a NATO está ao lado da Ucrânia".

"Sabemos que algumas pessoas levantaram questões sobre o suporte da NATO nos últimos meses, porém quero deixar claro: esse suporte permanece firme e inquestionável", declarou.

A NATO, continuou, "mantém seu suporte político e prático à Ucrânia, oferecendo assistência em segurança e formação por meio de nossa sede em Wiesbaden".

Adicionalmente, destacou-se que durante os primeiros três meses do ano de 2025, os parceiros internacionais comprometeram-se a fornecer mais de 20 bilhões de euros em apoio à segurança da Ucrânia.

"Deixem-me repetir mais uma vez para o povo ucraniano: estamos do vosso lado. E anseio pelo dia em que as valentes mulheres e homens desta nação extraordinária possam viver livremente sem temor," declarou.

Em Odessa, Rutte e Zelensky foram a um hospital e conversaram com os pacientes feridos.

Por sua parte, o presidente da Ucrânia afirmou que o país necessita urgentemente de sistemas de defesa antimísseis e solicitou a rápida e eficiente implantação de forças militares ocidentais em território ucraniano.

Zelensky afirmou que uma equipe ucraniana está na Turquia para abordar a hipótese de mobilizar forças internacionais com o objetivo de assegurar a proteção da região do Mar Negro.

O envolvimento dos nossos aliados do Ocidente nos domínios celeste, aquático e terrestre. Esta é a essência da 'coalizão das vontades'", declarou, segundo o relato da agência de notícias oficial ucraniana Ukrinform.

O líder da Ucrânia mencionou que um dos tópicos em debate envolve a possibilidade de despachar "uma força naval ao mar".

"Creemos que a Turquia pode ter um papel significativo nos futuros sistemas de segurança marítima", adicionou Zelensky.

A coalizão formada pelos países prontos para auxiliar a Ucrânia está sob o comando do Reino Unido e da França. Essa aliança inclui nações que demonstraram interesse em fornecer forças militares à Ucrânia após o fim das hostilidades, com o objetivo de servir como garantia de proteção.

Portugal tem estado presente nessas reuniões do grupo.

JH // SCA

solusikaki.com/Fim

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