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Lisboa, 15 abr 2025 (solusikaki.com) — Diversas organizações sindicais que defendem os direitos dos funcionários da CP - Comboios de Portugal apresentaram nesta sexta-feira uma notificação preliminar de greve à empresa para as datas de 7 e 8 de maio. Esta medida é em resposta ao aumento imposto nos salários e outros pontos reclamados, conforme mencionado num documento oficial.

Na declaração emitida pela Fectrans - Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, os órgãos sindicais informam que o movimento de paralisação será realizado das 00h do dia 7 de maio até às 24h do dia 8 de maio.

Os sindicatos afirmaram que a greve foi organizada "contrária à imposição de aumentos salários, que não recuperam o poder de compra", e em defesa da "negociação coletiva para obter aumento salarial justo".

Os empregados desejam também "a implementação do acordo para a reformulação das escalas salariais, conforme foi discutido e pactuado".

No comunicado, as entidades enfatizaram que "uma carta foi encaminhada hoje para os ministros das Infraestruturas e da Finança, assinada por todas as organizações sindicais", contendo diversas demandas ao Governo.

Desejam que o governo "determine à administração da CP para seguir adiante com as medidas extraordinárias mencionadas no relatório final conciliado com os sindicatos e que, conforme admite a própria administração, já foi enviado ao ministério responsável pela empresa". Ressaltam ainda que "este documento representa uma promessa conjunta e não pode sofrer alterações de forma unilatera".

Desejam também que se forneçam "diretrizes claras para que a administração supere os limites estabelecidos através da sua gestão e que examine cuidadosamente as contra-propostas das ORT's [organizações representativas dos trabalhadores], caso contrário pode aumentar ainda mais o desequilíbrio vivido dentro da organização".

“A CP não tem existência sem os seus trabalhadores. O que está agora em jogo é a sua capacidade de manter-se no longo prazo. Se o Governo não tomar iniciativas específicas para melhorar as carreiras na área ferroviária — particularmente quanto aos salários, às condições laborais e à disponibilidade de recursos indispensáveis — estará a ameaçar o futuro da companhia e a colocar em perigo uma função vital para o funcionamento do país, tal como foi demonstrado durante a fase pandêmica,” afirmam eles.

Além disso, receberam hoje um convite da gestão da CP para participar numa reunião no dia 17 de abril, quinta-feira, às 15h. Eles aguardam que os representantes da empresa apresentem soluções específicas capazes de abordar as questões responsáveis por esta disputa trabalhista.

A notificação prévia foi emitida pela Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF), pelo sindicato ASSIFECO -Associação Sindical Independente dos Ferroviários da Carreira Comercial-, FECTRANS –Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações-, FENTCOP –Sindicato Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Públicas-, SINAFE –Sindicato Nacional dos Ferroviários do Movimento e Afins-, SINDEFER –Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia- e ainda por parte do SINFA –Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários das Infraestruturas e Afins-.

Assinam também o Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários (SINFB), o Sindicato Nacional dos Trabalhadores nos Transportes e na Indústria (SINTTI), o Sindicato Independente dos Operacionais Ferroviários e Semelhantes (SIOFA), o Sindicato Nacional de quadros técnicos (SNAQ), o Sindicato Nacional dos trabalhadores da área ferroviária (SNTSF), o Sindicato dos transportes ferroviários (STF) e o Sindicato dos trabalhadores do metro e das ferrovias (STMEFE).

ALN // MSF

solusikaki.com/Fim

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