Os planos políticos de Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos estão divulgados e é fácil notar um ponto comum: tanto uns como outros reconhecem que o país necessita de menos encargos fiscais bem como melhores condições nas áreas do Alojamento, Saúde e Educação. No entanto, as estratégias delineadas para atingir estes objetivos apresentam-se frequentemente contraditórias. Para ilustração disso mesmo: enquanto o democrata-cristão advoga por novas medidas visando a diminuição dos impostos diretos (IRSP e IRC), o socialista enfatiza sobretudo a baixa nos impostos indiretos, tal como o IVA zero aplicado à cesta básica ou a redução das tarifas eléctricas.
Em seguida, é importante mencionar uma distinção crucial ligada às finanças públicas, um tema que já está a aquecer os debates da pré-campanha eleitoral: embora todos os organismos independente tenham alertado para esta questão e contra as previsões do Partido Socialista (PS), o grupo liderado por Luís Montenegro confia plenamente na ideia de que o país não terá nenhum défice nos próximos quatro anos e alcançará taxas de crescimento superiores ao estipulado pelo programa eleitoral do PS. Por outro lado, os socialistas têm sido bastante críticos com essa proposta, chegando a descrevê-la como um "engodo".
Além disso, há um ponto de encontro particularmente significativo: a AD visa estabelecer um salário mínimo nacional de 1.100 euros até 2029, ao passo que o PS se compromete com 1.110 euros — uma discrepância mínima de apenas 10 euros. Ambas as partes aspiram a aproximadamente 2.000 euros para o salário médio. Existem também outras áreas importantes onde suas posições se alinham, incluindo investimentos estratégicos na indústria da defesa durante períodos de instabilidade tanto europeia quanto global.
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