O ex-Presidente do Peru, Ollanta Humala, foi nesta terça-feira sentenciado a 15 anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. Foi acusado de aceitar financiamentos ilegítimos para sua campanha eleitoral provenientes da empresa brasileira Odebrecht e também do anterior Governo Venezuelano sob o comando de Hugo Chávez.
Segundo a agência Reuters Tanto o ex-presidente do Peru Ollanta Humala quanto sua esposa, Nadine Heridia, receberam sentenças de 15 anos de prisão por terem aceitado financiamento ilegal em 2011, durante a campanha que os levou à vitória nas eleições presidenciais daquele ano. Humala ocupou o cargo de presidente do país de 2011 até 2016.
Humala é o mais novo presidente do Peru a ser condenado a prisão, juntando-se assim a Alejandro Toledo e Pedro Castillo em um quartel policial especificamente designado para abrigar ex-presidentes.
Segundo a Euronews O Supremo Tribunal Nacional determinou que Humala e Heredia obtiveram milhões de soles peruanos (1 sole equivale a 24 cêntimos) provenientes de doações ilegais destinadas ao financiamento da sua campanha eleitoral. Esses fundos tinham origens diversas, incluindo a empresa brasileira Odebrecht bem como o governo venezuelano liderado por Chávez.
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Há aproximadamente dez anos, a Odebrecht confessou ter pago propinas extensivas a diversos políticos peruanos com o intuito de ampliar seus negócios, tornando-o assim no maior escândalo de corrupção dos últimos tempos no Peru. Múltiplos presidentes desse país foram arrastados para este caso – inclusive, o ex-presidente Alan García terminou os dias dele ao tirar a própria vida enquanto as autoridades estavam prestes a prendê-lo.
O caso emergiu como resultado das investigações do escândalo Lava Jato no Brasil e expôs um intrincado esquema de pagamento de propinas a políticos da América Latina pela empresa Odebrecht, que recebeu em troca diversos contratos de construção espalhados pelo continente.
A Reuters destaca que, nos tribunais, representantes da Odebrecht confessaram que a companhia forneceu financeiramente quase todos os presidentes e candidatos à presidência do Peru durante três décadas. Quanto a Humala, as acusações dos procuradores indicam que ele recebeu recursos ilegítimos por meio de seu partido político, o Partido Nacionalista Peruano.