Lisboa, 16 abr 2024 (solusikaki.com) - Hoje, o primeiro-ministro afirmou que houve uma concordância entre as forças políticas em torno da ideia de uma imigração controlada e estruturada pelo governo. Além disso, enfatizou a importância de implementar medidas mais eficazes para deportar pessoas que entram no país sem autorização legal.
Luís Montenegro expressou estas opiniões depois de liderar a cerimônia da assinatura para a construção de dois novos centros de instalação temporária (CIT), localizados uma vez em Lisboa e outra no Porto, com capacidade suficiente para alojar mais de 300 indivíduos — trata-se de um plano estimado em €30 milhões, suportado pelo Plano Recuperação e Resiliência (PRR).
Na sua intervenção no Ministério daAdministração Interna, onde estavam presentes os ministros do Gabinete do Primeiro-Ministro (António Leitão Amaro), da AdministraçãoInternadai(Margarida Balsa) e da Coesão Territorial(Castro deAlmeida), bem comoresponsáveisdasdiversasforçasdasegurança,LuízMontenegro enfatizouduasmédiasqueoseugovernominoritarionãosucedemfacilmenteaprovadasnaassembleianacionaldurantaaúltimalegisla tura,quteseencerraagora.O Parlamentoterminaassimumperíodoimportantedasuahistóriaepolítica.
“Ainda que tenhamos encerrado o processo de declaração de intenção, que constituía o objetivo central para a entrada descontrolada de imigrantes em Portugal, uma parte fundamental da nossa estratégia permaneceu por implementar. Lamentavelmente, isso não estava inteiramente nas mãos do governo, mas também exigia a colaboração da Assembleia da República. Essa componente consistia na formação da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras dentro da PSP e na simplificação das medidas para repatriar os indivíduos presentes ilicitamente em território nacional,” destacou-se.
Contudo, segundo o primeiro-ministro, não só o Governo executou boa parte das suas metas para uma imigração regulamentada e compassiva, como também houve um alinhamento político em torno da abordagem que tem mantido há os últimos 11 meses.
"Se existe uma ideia principal que emergiu nos últimos meses na cena política portuguesa, é o seguinte: apesar de alguns expressarem-se com maior intensidade ou utilizarem linguagem ligeiramente mais forte, a realidade é que essa abordagem baseada em regulamentações, humanismo, formulação e implementação de normas, bem como sua execução rigorosa, tornaram-se agora elementos predominantes no discurso quase universal dos políticos," argumentou.
Para Luís Montenegro, isto representa realmente "uma conquista do país", pois o país "conseguiu convencer-se e alcançar a convergência".
"É importante realizar a pedagogia de maneira calma, equilibrada e humanística, informando aqueles que vêm para Portugal, respeitam as normas e desejam fornecer seus serviços, que são bem-vindos; precisamos da sua mão-de-obra, valorizamos sua contribuição e almejamos garantir uma integração e acolhida completas", enfatizou.
Em seguida, distanciou-se das alas políticas extremistas, apesar de não citar diretamente os partidos alvo desses comentários.
"Não faz sentido alarmar o nosso povo com algo oposto à nossa essência. Somos um povo voltado para o mundo exterior, tendo estabelecido conexões por toda parte globalmente. Possuímos uma cultura relacional que se contradiz com um ambiente isolacionista. Estamos prontos para receber os outros, mas isso não deve ser confundido como apoio irrestrito," concluiu.
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