O secretário-geral do PS prometeu hoje garantir aumentos constantes das reformas cada vez que as condições económicas o permitirem, argumentando que a AD falhou ao tentar estabelecer um vínculo de confiança com os idosos "após todas as maldades" que lhes infligiu.
Hoje Pedro Nuno Santos encontrou-se com Maria do Rosário Gama, presidente da direção da APRe! —Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados. Após o encontro, ao falar com os repórteres, ele destacou que existe um grande número de portugueses recebendo pensões extremamente reduzidas. Ele também mencionou que o Partido Socialista está comprometido em respeitar a legislação vigente, mas pretende, na medida do possível, implementar ajustes adicionais nas pensões quando as circunstâncias permitirem.
"Nos oitos anos dos governos socialistas chefiados por António Costa, houve até seis aumentos excecionais além das previsões legais. Agora como opositores, sugerimos um incremento ainda maior do que determinava a legislação, mas este foi rejeitado pela AD", afirmou.
Pedro Nuno Santos declarou que escutou vários membros do Governo da AD afirmando terem aumentado as reformas, porém o que realizaram "foi apenas cumprir a legislação vigente".
“É compreensível, pois a AD está acostumada a reduzir pensões; quando cumpre a lei, sente que já realizou um aumento,” comentou de forma irônica.
A promessa do PS é que, "desde que a economia portuguesa o permita", haverão "aumentos contínuos", em contraste com a abordagem da AD de oferecerem "benefícios esporádicos".
"No que concerne às pensões, consideramos fundamental preservar a natureza essencialmente pública desse sistema", afirmou.
De acordo com a dirigente do PS, "levará algum tempo para construir as relações de confiança" e os socialistas possuem uma "relação de confiança com os idosos".
"Temos um vínculo de confiança com os pensionistas portugueses, que evidentemente não desaparece rapidamente. No entanto, a AD não é capaz de estabelecer esse laço de confiança após as más práticas que praticaram durante anos contra os idosos em Portugal", criticou-se.