O ex-ministro da Defesa José Azeredo Lopes admitiu que nunca pensou ver um possível afastamento dos Estados Unidos da NATO ou mesmo das Nações Unidas, situação que atualmente é discutida publicamente em determinados círculos.
O ex-ministro da Defesa José Azeredo Lopes falou na terça-feira sobre a visita do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, à Ucrânia, ocorrida nesse mesmo dia. Mesmo tentando sustentar um ponto de vista otimista em relação ao cenário global, ele indicou que talvez essa postura não se concretize.
Todas as indicações vão contra esse otimismo moderado. Mark Rutte mencionou uma certa OTAN, uma organização que eu considero já não estar presente e creio que ele será rapidamente desafiado pela dura realidade. , pensou durante sua intervenção na CNN Portugal.
As observações são feitas num momento em que a Aliança e os Estados Unidos estão a experimentar uma distância crescente. Num programa chamado 'Prime Time', um ex-governante relembrou que “hoje mesmo [na terça-feira], o vice-presidente JD Vance alertou os europeus para não continuarem a ser súbditos dos EUA quando se trata de questões de segurança e comércio.”
"Destacando três Estados por uma espécie de cortesia - a França, o Reino Unido e a Polónia, que ainda conseguem mais ou menos defender-se - ele desqualificou inteiramente os países europeus e, por arrasto necessário, a própria Organização do Tratado do Atlântico Norte" , apontou.
O ex-ministro da Defesa mencionou também que tanto no campo acadêmico quanto militar, nos Estados Unidos, estão discutindo "tanto uma possível retirada da OTAN quanto uma saída das Nações Unidas". Nós já nos encontramos nesse nível de debate, algo que jamais pensei ser capaz de presenciar. , confessou.
Azeredo Lopes também destacou que atualmente os Estados Unidos começam a diminuir uma possível negociação de paz na Ucrânia para questões territoriais. que é, por fim, a piscina na qual a Rússia deseja se banhar.
A operação militar da Rússia no solo ucraniano lançou a Europa em uma das crises de segurança mais severas desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
As alianças de Kiev também estão implementando sanções em setores cruciais da economia russa com o objetivo de reduzir a capacidade de Moscou de custear as operações militares na Ucrânia.
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