Redação, 16 abr 2025 (solusikaki.com) – As solicitações de assistência para aqueles com problemas em arcar com o aluguel cresceram 67% neste início de ano comparativamente ao mesmo intervalo do ano anterior, segundo a Deco, que registrou mais de 300 pedidos até meados de março.
O Diário de Notícias relata nesta edição que a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) observou um "crescimento marcante nas consultas" até o fim de março. Além disso, menciona-se que algumas pessoas estão cortando despesas com alimentos para conseguir arcar com as prestações da habitação.
Estão em questão famílias incapazes de honrar o compromisso financeiro referente ao aluguel mensal, revela a organização que descreve a situação como um "desespero" para as unidades familiares cujos benefícios vindos do auxílio excepcional à moradia foram eliminados ou diminuídos, bem como para aqueles que esperam por uma decisão do projeto Porta 65.
Segundo o jornal, em comparação com 2023, 87 mil pessoas deixaram de receber assistência habitacional.
No começo de fevereiro, 46 mil indivíduos tiveram seu subsídio cancelado instantaneamente, sem receber nenhum aviso anteriormente, em razão de erros ou discrepâncias nas declarações entregues à Autoridade Tributária (AT). Isso foi relatado pelo informante.
A DECO destaca que esse auxílio, podendo atingir até 200 euros mensais e concedido automaticamente mediante o uso de informações fornecidas por organizações como a Autoridade Tributária ou a Segurança Social, é essencial para garantir que os deveres sejam respeitados por diversos inquilinos.
Há pessoas que estão realmente desesperadas e não sabem como vão poder cumprir com os pagamentos das rendas", revela Natália Nunes, responsável pelo Gabinete de Proteção Financeira da Deco.
“A redução nos gastos com alimentos é onde as famílias focam seus esforços posteriormente para conseguir arcar com os pagamentos das rendas. Isso leva muitos à situação de atraso ou não cumprimento dos compromissos financeiros,” alerta, acrescentando que o aumento do endividamento também se tornou uma tendência: “Esses indivíduos tendem então a usar seu cartão de crédito ou contratar empréstimos pessoais como meio de obter recursos suficientes para cobrir suas despesas imobiliárias.”
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