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"A expansão é ainda o método mais eficiente para garantir a paz, a prosperidade e a liberdade," afirmou Marta Kos numa conversa com a European Newsroom, uma iniciativa que junta as principais agências de notícia da Europa, entre elas a Lusa.

Contudo, a comissária europeia afirmou que o alargamento possui "limites".

Embora a União Europeia e seus estados membros desejem ardentemente e haja um acordo sobre a entrada de novos países, o processo se baseia em méritos e na implementação de reformas cruciais para alinhar todas as nações do bloco comunitário, afirmou.

A comissária mencionou uma discussão que teve com o Presidente ucraniano, onde Volodymyr Zelensky afirmou que seu país estava preparado para começar todos os procedimentos de reforma: "Contudo, eu esclareci que isso não era bem assim. Não se trata de dar início a tudo simultaneamente, mas sim de completar cada um desses processos."

Marta Kos mencionou que o processo de expansão está progredindo rapidamente, especialmente em direção à Ucrânia e à Moldova.

Em relação às reservas expressas pela Hungria — um país que frequentemente desafia a unânime em questões relacionadas a esses dois estados, particularmente a Ucrânia —, a comissária responsável pelo Alargamento nega que Budapeste tenha se tornado uma potência obstructiva significativa e afirma que os temores húngaros estão sendo considerados.

"Até ao momento do seu ingresso na União Europeia, sou otimista quanto à possibilidade de encontrarmos uma solução para a questão da minoria húngara residente no território ucraniano; as coisas estão a evoluir positivamente nesse sentido. Esta situação é abrangida pelos termos de dois acordos europeus relacionados com a proteção dasminorias. Portanto, tenho certeza de que a Ucrânia terá o desejo e a intenção de cumprir essas disposições," afirmou.

Questionada sobre se há vontade da Hungria em começar a facilitar o processo de adesão, Marta Kos rejeitou comentar o trabalho desenvolvido pelos diferentes interlocutores, mas deixou uma opinião: "Pelo menos há contactos, caso contrário, não haveria qualquer discussão."

"A adesão dos ucranianos à UE está em curso a um ritmo acelerado," mencionou.

Neste momento, antes que haja uma autorização formal para um eventual acordo de cessar-fogos entre a Ucrânia e a Rússia — embora Kiev já tenha concordado com um cessar-fogo sem condições — Marta Kos relembra as metas inviáveis ​​de curto prazo da Ucrânia para se juntar à OTAN.

"Ainda não está previsto que a Ucrânia e a Moldava se tornem membros da NATO", argumentou.

Deste modo, a entrada na UE constitui uma "perspectiva bastante realista" e representa o "aspecto político dasseguranças oferecidas" aos dois países.

O ingresso na União Europeia pode proporcionar um poderoso suporte político para assegurar a segurança," enfatizou, observando, por exemplo, que existe uma discrepância em relação aos países dos Balcãs Ocidentais, que conseguiram aderir mais rapidamente à OTAN do que à UE devido a certas condições específicas.

Marta Kos expressou sua expectativa de que o próximo governo da Sérvia seja "pro-europeu" e ajude a simplificar ainda mais o processo de ingresso na União Europeia.

O tamanho desta expansão apresenta igualmente um desafio significativo: "Na ampliação de 2004, foram adicionadas à União Europeia 74 milhões de habitantes provenientes da entrada de 10 novos países [...] e se incluíssemos a Ucrânia seríamos mais 60 milhões."

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