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Face à declaração unilaterais de cessar-fogo feita pela FLEC-FAC em Cabinda, Luanda responsabiliza a principal força política da oposição, a UNITA, por se envolver em "acordos" com este movimento separatista, numa altura em que há relatos de desertores entre os chamados quadros superiores das forças armadas deste agrupamento. Além disso, as entidades governamentais angolanas condenam veementemente a emissora RTP - Rádio Televisão Portuguesa -, pelo fato desta ter transmitido informações sobre tal cessar-fogo, qualificando-as como infundadas; enfatizando ainda que tanto a dimensão socioeconómica quanto a militar da área permanecem firmes e tranquilas.

Num comunicado enviado aos meios de comunicação, o governo angolano respondeu à decisão da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC-FAC) de interromper os confrontos por um período de dois meses na zona. O executivo revela que a UNITA está em negociação com o grupo e vê a RTP como o canal principal para a difusão de supostas notícias falsas acerca do enclave de Cabinda.

O porta-voz de comunicação do partido UNITA, Evaldo Evangelista, minimiza as acusações e afirma que o governo está tendo problemas em reconhecer que existe um conflito em Cabinda.

“ Estas acusações revelam que o governo angolano enfrenta certos desafios ao reconhecer e confessar a existência do conflito. O conflito em Cabinda é inequívoco e palpável. No entanto, tentar associar a UNITA a esse conflito não parece ser uma medida adequada nem justificável. A atuação da UNITA consistiu em apresentar soluções à população sobre as questões de Cabinda, recebendo assim apoio popular nesta região. De fato, os habitantes de Cabinda consideram a UNITA como uma parte confiável na mediação deste diálogo. ”, disse o político.

A nota refuta vigorosamente as informações transmitidas pelo programa "Bom Dia Portugal", da RTP, onde foi mencionada a presença de uma presumível trégua naquela província, ao mesmo tempo em que indica a persistência de confrontos armados na área.

Angola considera a reportagem enganosa e eivada de malícia, assim como desprovida de veracidade, acusando a RTP de forjar imagens e de fomentar uma percepção errada da realidade de Cabinda.

A declaração também condena a suposta tentativa da RTP de promover o sensacionalismo, questionando assim os valores éticos do jornalismo.

Em última análise, o Governo expressou sua tristeza com relação ao que vê como uma "posição ofensiva e repetida" da RTP em relação a Angola, sobretudo durante um ano marcante em que se comemoram os 50 anos de independência nacional.

Deserções na FLEC-FAC

Neste dia 15 de abril, na terça-feira, Mais de duzentos presumíveis ex-militantes do movimento separatista de Cabinda anunciaram, em conferência de imprensa, em Luanda, O desistência da organização, em razão dos maus-tratos. E as inadequadas condições nas matas, conforme mencionado pelo ex-chefe do Estado-Maior adjunto das Operações da FLEC-FAC, Martins Chincoco.

“ Nosso objetivo era alcançar a independência; agora, nesse instante, esse termo "FLEC" não desejamos mais ouvir. Colaboramos durante vários anos ao lado do sr. Jean Claude Nzita e também do presidente Emmanuel Nzita. A falta de alimentos, medicamentos e até mesmo das próprias armas nos causou tanto sofrimento que foi essa situação que nos levou aqui. ", exclamou supostamente o desertor da Frente de Libertação do Estado de Cabinda.

O grupo dos que desistiram afirma que a “ contexto na área de operações É intolerável devido às condições oferecidas aos combatentes, o que pode levar à deserção de mais soldados nas próximas semanas.

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC-FAC) anunciou uma trégua unilaterais que se estenderá até ao dia 14 de junho de 2025. Em reposta, Esteves Hilário, responsável pelo Bureau Político do MPLA na área da informação, expressou-se em entrevista à plataforma solusikaki.com. não ocorrer um conflito armado na região norte do território ".

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