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No Dia da Recordação dos Vítimas do Holocausto na Hungria, houve cerimônias ocorrendo em diversos pontos de Budapeste.

Na sinagoga na rua Dohány, Andrea Agárdi-Nyárai, diretora executiva da Fundação March of Life, declarou que nesse dia homenageiam 500 mil mártires que perderam suas vidas em virtude do antissemitismo e do ódio ao “tudo o que é judeu”, um sentimento que buscava aniquilar todos eles.

Os nomes dos falecidos foram anunciados através dos alto-falantes, honrando assim suas lembranças. Em seguida, o chefe rabino Róbert Frölich recitou o Kaddish.

No Museu do Holocausto, o líder do Mazsihisz, a principal organização judaica da Hungria, declarou que “lembrar não é só uma incumbência e um dever dos judeus. O confinamento nos ghettos e as deportações foram atos planejados pelo governo, e a eliminação sistemática dos judeus foi conduzida ‘de cima’, contudo recebeu apoio ‘debaixo’ por meio das amplas camadas da população.”

Na Hungria, a segregação dos judeus húngaros do campo iniciou-se há 80 anos, em 16 de abril de 1944, sendo rapidamente sucedida pelo processo de deportação.

Milhões de cidadãos húngaros inocentes foram expulsos para campos de extermínio, e até julho de 1944, praticamente todos os judeus nas áreas rurais já haviam sido mortos.

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