Washington, 17 de abril de 2025 (solusikaki.com) - O governo presidido por Donald Trump dissolveu uma unidade responsável pela vigilância e combativo à disseminação de informações enganosas provenientes de atores externos como as autoridades chinesa, russa e iraniana, argumentando que visa salvaguardar o direito constitucional à livre manifestação das opiniões nos Estados Unidos.
O Departamento de Estado, dirigido por Marco Rubio, anunciou hoje num comunicado oficial que está encerrando o Centro de Luta contra a Manipulação e Intromissão de Informações Internacionais (R/FIMI). Segundo eles, esse fechamento visa "assegurar e defender a liberdade dos cidadãos americanos na prática da livre expressão".
O Global Engagement Centre, como era anteriormente denominado, foi criado em 2016, durante o mandato de Barack Obama (2009-2017), para combater a propaganda terrorista.
Suas atribuições foram ampliadas posteriormente para enfrentar a desinformação de adversários dos Estados Unidos, como a Rússia, a China e o Irã.
“O direito à livre expressão e opinião constitui a essência da condição de cidadão americano. Ao longo dos séculos, os Estados Unidos têm sido um símbolo de esperança para milhões ao redor do globo. No entanto, nas últimas décadas, indivíduos nos EUA enfrentaram difamações, demissões, processos judiciais e até prisões apenas por compartilharem seus pontos de vista,” afirma Marco Rubio em sua declaração.
A diplomacia norte-americana também criticou o governo anterior dirigido pelo democrata Joe Biden, afirmando que estava a utilizar "mais de 50 milhões de dólares anuais em dinheiro dos contribuintes (...) para calar e censurar ativamente os americanos cujas vozes deveriam ser ouvidas".
"Isto vai contra os princípios pelos quais devemos lutar e é incrível que isso tenha ocorrido nos Estados Unidos. Essa situação chega ao fim agora. Com o governo do Presidente Trump, vamos sempre zelar pela defesa dos direitos do povo norte-americano, sendo esta uma medida crucial para manter esse compromisso," enfatizou ainda.
A gestão de Trump diz apoiar a liberdade de expressão, e o vice-presidente americano, JD Vance, pronunciou-se controversamente na conferência de Munique em fevereiro, criticando que os estados europeus estariam a silenciar visões conservadoras.
Nesse momento, o Departamento de Estado cancelou diversos vistos de estudantes internacionais nos Estados Unidos que haviam demonstrado seu apoio à Palestina e foram acusados de endossar atividades terroristas.
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