O secretário-geral do PS argumentou hoje pela necessidade de estabelecer um "acordo nacional" para enfrentar os desafios relacionados ao envelhecimento da população e expressou críticas em relação à "situação de instabilidade e confusão" no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ele destacou que 15 serviços de emergência foram encerrados neste final de semana e culpou o primeiro-ministro por essa situação.
Durante breves comentários para os repórteres durante uma visita ao centro de cuidados de pessoas idosas do Centro Social de Pêro Pinheiro, localizado em Sintra, o ministro Pedro Nuno Santos expressou sua tristeza pelo facto de nesta fase preliminar das campanhas eleitorais ser discutido "pouquíssimo" sobre as questões relacionadas com os mais seniores, enfatizando a necessidade de prestar "uma maior atenção" às preocupações associadas ao aumento da proporção populacional sénior.
Há uma necessidade urgente de estabelecermos um acordo nacional nesta área", afirmou, enfatizando que é essencial aumentar o suporte social às faixas etárias mais avançadas da população e "reiniciar o investimento que o país realizava há vários anos" com vista à expansão das casas de repouso para idosos.
Para além desta aposta nas casas de repouso, Pedro Nuno Santos mencionou que é igualmente crucial unir os serviços sociais com os cuidados médicos e mudar o foco de um sistema baseado principalmente no hospital para um modelo em que as atenções sejam cada vez mais direcionadas à comunidade.
“Isto implica a necessidade de formar equipes interdisciplinares compostas por médicos, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapêuticas, assistentes sociais para fazer o acompanhamento de pacientes crônicos e idosos em seus lares sempre que for factível,” afirmou.
O secretário-geral do PS afirmou que essa medida seria benéfica tanto para aqueles envolvidos quanto para o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ele explicou que "isso impede que as pessoas precisem ir aos hospitais ou às emergências desnecessariamente e aumenta a qualidade de vida dos pacientes".
Durante uma visita na qual foi acompanhado pela candidata do PS à Câmara Municipal de Sintra, Ana Mendes Godinho, bem como pela cabeça de lista do partido para o círculo eleitoral de Lisboa, Mariana Vieira da Silva, Pedro Nuno Santos afirmou também que, se o PS chegar ao governo, implementará "aumentos excecionais" e contínuos nas reformas sempre que as condições económicas assim o permitirem, ultrapassando os limites estabelecidos por legislação vigente.
Para o secretário-geral do PS, esta é considerada como sendo "a política adequada, em contraste com a da AD, que opta por oferecer benefícios isolados sem impactar de forma duradoura no incremento constante das reformas".
Para além do foco nas pessoas mais velhas, Pedro Nuno argumentou que o acordo nacional sobre o envelhecimento deveria igualmente tentar melhorar a situação das pessoas que trabalham em lar de idosos e organizações particulares de solidariedade social (IPSS). Ele salienta que Portugal "tem uma dívida" com estes homens e mulheres.
"E é obrigado a encontrar soluções considerando aspectos profissionais, salariais, bem como as condições de vida e trabalho tanto dos homens quanto das mulheres que se dedicam às IPSS para tomar conta dos nossos pais, filhos ou pessoas com deficiências", argumentou, enfatizando que deve haver uma "convergência nacional" visando melhores compensações para estes indivíduos.
Nessas declarações à imprensa, Pedro Nuno Santos também comentou sobre a situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), num momento em que oito serviços de emergência ficarão encerrados no sábado e dez no domingo.
O secretário-geral do PS argumentou que durante o verão e o inverno já tinham ocorrido urgências hospitalares fechadas. Ele afirmou ainda que estamos enfrentando uma "situação de instabilidade e caos" no Serviço Nacional de Saúde (SNS), destacando que Luís Montenegro havia garantido anteriormente que iria solucionar rapidamente e facilmente as questões relacionadas à saúde.
"O que observamos, infelizmente para os portugueses, é que as questões de saúde estão a deteriorar-se," afirmou.
Para Pedro Nuno Santos, o "principal culpado" pelo estado atual do SNS é Luís Montenegro e em segundo lugar está Ana Paula Martins, Ministra da Saúde, que também concorre como deputada, o que sugere que Luís Montenegro não aprendeu nada com os eventos do último ano.
"Portanto, é necessário que haja um verdadeiro cambio e um cambio seguro em Portugal," afirmou.