Numa reportagem divulgada hoje pelo diário guineense "O Democrata", o líder da Liga GuineENSE Dos Direitos Humanos (LGDH), Bubacar Turé, afirma ser considerado "a pessoa mais buscada atualmente". Estas declarações ocorrem apenas sete dias após suas acusações de que todos os indivíduos em tratamento de hemodiálise no Hospital Simão Mendes haviam falecido, levando-o a ser chamado pela Procuradoria Geral na data de 16 de abril como parte de uma investigação sobre estas denúncias. Além disso, segundo as informações dele mesmo, seus problemas incluem ainda a entrada forçada em sua residência por agentes associados ao Ministério do Interior.
Na entrevista escrita para o jornal da Guiné 'O Democrata' , o chefe da Liga Guineense dos Direitos Humanos acredita que as intenções das autoridades guineentas são evidentes e consistem em capturá-lo e conduzi-lo ao Ministério do Interior para ser sujeito a sessões de tortura O ativista cuja localização permanece desconhecida afirma que o seu estado de segurança é incerto. "mantém-se na mesma" e que ele é A individual mais buscada atualmente.
Numa altura em que o Presidente da República acaba de declarar ontem que a Liga dos Direitos Humanos "é um partido político" , o activista desmente qualquer elo partidário e argumenta que as suas "declarações não têm rigorosamente nada de crime" e que "serviram apenas de pretexto para ajustarem contas" com ele. “Há tempo que soube que existem planos concretos contra mim. O discurso foi e continua a ser: este rapaz é um malcriado, está ao serviço dos partidos da oposição, tem ultrapassado a linha vermelha, tem de ser travado" , menciona também o líder da Liga ao esclarecer que está a receber "Ameaças por meio de diversos canais".
Quanto à acusação de que a sua casa foi invadida pelo passado fim de semana por indivíduos relacionados com o Ministério do Interior, Bubacar Turé menciona ter ficado sabendo disso. o ministro do Interior negou , mas Tudo foi adequadamente registrado . As há muitas provas da invasão da minha casa, pois, tendo em conta o tipo de trabalho que faço, optei por instalar alguns dispositivos básicos de segurança no meu lar O ativista que defende os direitos humanos explica dessa forma.
Interrogado acerca do processo judicial ao qual está sujeito, o ativista afirma que estará pronto para comparecer e responder às autoridades quando for chamado. Irá prestar declarações e revelar os seus fatos. . Não sou covarde nem um foragido da justiça; sou uma pessoa responsável pronta para cooperar com as autoridades. Se realmente desejam seguir a justiça e processar-me conforme determina a lei, sabem exatamente quais passos devem tomar. Minha súplica enfática é esta: parem de me buscar como se eu fosse um criminoso perigoso em fuga. Procurem-me através do Ministério Público ou das instâncias policiais competentes, pois estarei disponível para prestar esclarecimentos imediatamente. Informem meus advogados sobre qualquer intenção nesse sentido e apresentem o mandado de captura à Policia Judiciária. , explica o presidente da Liga dos Direitos Humanos ao detalhar que “a sua fuga não é à justiça, é uma fuga legitima à tortura e espancamentos”.
Também desejo aceitar as minhas obrigações, porém pretendo realizar isso diante das entidades adequadas. Embora saiba que a Justiça da Guiné esteja refém de situações fora do normal, confio plenamente que jamais ordenariam uma tortura contra mim. Por outro lado, é o Ministério do Interior quem enviou indivíduos à minha residência e tem promovido a minha caçada; esse órgão transformou-se em um canal para práticas abusivas. , afirma também o ativista lembrando que Só em 2024, mais de cem indivíduos sofreram tortura nesse local, iniciando com os 93 integrantes da Frente Popular. e que, por conseguinte, encontra-se totalmente preparado para atender a qualquer chamada da justiça.