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Após ter sido uma forte defensora de Donald Trump, Liz Truss — que manteve o cargo de primeira-ministra pelo período mais breve na história de Downing Street — agora pretende imitar seu estilo ao lançar uma plataforma digital destinada a enfrentar os meios de comunicação convencionais. Segundo ela, esses veículos se assemelham à antiga União Soviética capitalista em sua atuação.

Para a antiga primeira-ministras britânica (apenas por 49 dias), os meios de comunicação convencionais "censuram e destacam" assuntos que lhes interessam. "É este tipo de coisa que costumávamos observar na União Soviética e que agora estamos a experimentar. É totalmente perturbador que isso ocorra no Reino Unido contemporâneo", denunciou, conforme relatado pela fonte. The Guardian .

Para superar esta situação, Truss planeja desenvolver uma plataforma social que incentive a liberdade de expressão, prevista para ser lançada neste verão. Depois de endossar o então candidato presidencial dos EUA, essa figura política busca replicar o sucesso do Truth Social, criado pelo ex-presidente Donald Trump em 2021.

A antiga primeira-ministra afirma ter sido desvalorizada por las elites britânicas logo ao assumir o cargo em Downing Street, pois essas elites resistiam às mudanças drásticas. "Essa situação fez-me refletir sobre o fato de que simplesmente alcançar 'o número 10' [referindo-se à residência oficial dos primeiros-ministros] não basta", explicou ela. "Atualmente, penso na necessidade de termos uma mídia conectada aos cidadãos, capaz de gerar um movimento sólido e exigente pela substituição das lideranças atuais."

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O jornal The Guardian relembra os antecedentes das redes sociais lançadas por políticos britânicos, indicando que as perspectivas não são animadoras para Truss. No ano de 2018, o ex-secretário de Estado da Saúde Matt Hancock desenvolveu uma aplicação destinada a "fomentar um diálogo saudável, equilibrado e transparente", tendo esta sido descontinuada após cinco anos.

Há alguns anos, Luise Mensch iniciou uma plataforma de redes sociais visando concorrer com o Twitter (atualmente conhecido como X), porém esta não sobreviveu por mais de um ano.

“Creio que os meios de comunicação convencionais devem ser confrontados diretamente e o meu objetivo é criar uma nova rede de livre expressão, sem censura ou cancelamento, onde possamos abordar temas nos quais as pessoas preferem manter silêncio,” concluiu Liz Truss.

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