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Hoje, o Presidente da República esclareceu que os questionamentos levantados na altura de assinar as modificações do Mecanismo Nacional Anticorrupção se originaram desde a sua formação, visto ser um órgão vinculado ao Executivo.

No Centro Cultural de Belém, localizado em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa dirigia-se à imprensa após ter publicado uma mensagem onde anunciava que havia promulgado um decreto-lei para modificar a estrutura do Mecanismo Nacional Anticorrupção, apesar dos questionamentos e incertezas que isso gerou. Ele estava respondendo às perguntas feitas pelos jornalistas presentes na ocasião.

"As dúvidas ficam esclarecidas da seguinte forma: surgiram logo após sua criação, não foram durante este governo [PSD/CDS-PP], mas sim no governo anterior [do PS]", iniciou o presidente ao responder.

O Presidente da República mencionou que "existia um organismo associado ao Tribunal de Contas" - o Conselho de Prevenção da Corrupção - "o qual foi substituído por outro órgão vinculado ao Governo".

Marcelo Rebelo de Sousa declarou desde o começo que tinha sérias dúvidas sobre a eficácia de um sistema contra a corrupção baseado no poder executivo.

"Tinham-se colocado algumas questões, e de fato é relevante mencionar que [o Mecanismo Nacional Anticorrupção] existe há bastante tempo, contudo levou um período significativo para iniciar sua atuação efetiva," continuou ele(a).

Na sua opinião, este mecanismo é "um pouco complicado" de funcionar, pois "quem irá supervisionar, basicamente, teria nascido sob o controle daqueles que serão supervisores".

"Pode ser que funcione, mas geralmente não é simples", completou.

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