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Jerusalém, 16 abr 2025 (solusikaki.com) - O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou à equipa de negociação que “prossiga os seus esforços” para garantir a libertação dos reféns ainda detidos na Faixa de Gaza, anunciou hoje o seu gabinete.

"Esta noite, Benjamin Netanyahu conduziu uma análise da situação referente aos reféns, reunindo-se com a equipe de negociação e líderes das forças de segurança", informou seu escritório por meio de um comunicado. "O Primeiro-Ministro ordenou que continuassem todos os esforços visando a libertação de nossos reféns", completou o documento.

Também hoje o Hamas adiantou que ainda está a preparar a sua resposta à proposta de trégua de Israel na Faixa de Gaza, segundo um responsável do movimento islamita palestiniano à agência de notícias AFP.

Este responsável também enfatizou que é improvável que o Hamas negocie sua desmilitarização, uma exigência feita por Israel para encerrar a guerra que já se prolonga há 18 meses no território palestino.

Israel anunciou em 07 de outubro de 2023 que havia iniciado uma operação militar na Faixa de Gaza com o objetivo de "eliminar" completamente o Hamas, poucas horas após esse grupo realizar um ataque extremamente devastador dentro do território israelense, resultando na morte aproximada de 1.200 indivíduos, majoritariamente cidadãos civis, além de capturar 251 pessoas.

A conflito nesse território da Palestina já resultou em mais de 51.000 óbitos, sendo grande parte dessas vítimas civis, entre elas mais de 18.000 crianças. Além disso, registram-se mais de 111.000 pessoas feridas, aproximadamente 11.000 indivíduos desaparecidos — possivelmente soterrados sob os destroços — e vários milhares que perderam suas vidas por causa de doenças, infecções ou fome. Esses dados são provenientes dos últimos relatórios oficiais locais, reconhecidos como precisos pela ONU.

A condição dos habitantes daquela região assolada por ataques aéreos e operações militares terrestres de Israel continua a deteriorar-se, pois desde o dia dois de março que Tel Aviv bloqueia a chegada de alimentos, água, assistência humanitária e remédios à Faixa de Gaza.

Já há bastante tempo, a ONU anunciou que a Faixa de Gaza enfrenta uma severa crise humanitária, onde mais de 1,1 milhão de indivíduos estão num estado de "fome extrema", fazendo do "maior número de mortes já documentadas" pelo organismo em pesquisas globais relacionadas à segurança alimentar.

E, ao fim de 2024, um grupo especial da ONU culpou Israel por genocídio nesse território palestiniano e afirmou que o país está usando a fome como uma ferramenta bélica — acusações prontamente negadas pelas autoridades israelitas, embora estas não tenham fornecido qualquer prova para sustentar suas afirmações.

TAB (ANC) //RBF

solusikaki.com/Fim

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