Pêro Pinheiro, Sintra, 18 abr 2025 (solusikaki.com) - Hoje, o secretário-geral do PS propôs um "acordo nacional" voltado para enfrentar os desafios relacionados ao envelhecimento da população. Ele também condenou a situação atual de incerteza e confusão no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mencionando que quinze serviços de emergência foram encerrados neste último final de semana, culpando diretamente pelo isso o primeiro-ministro.
Durante entrevistas com os repórteres durante uma passagem pela casa de repouso do Centro Social de Pêro Pinheiro, localizado em Sintra, Pedro Nuno Santos expressou sua tristeza pelo facto de nesta fase preliminar das campanhas eleitorais serem discutidos "pouquíssimos assuntos relacionados às pessoas mais velhas", e enfatizou a necessidade de prestar maior atenção ao tema do envelhecimento populacional.
"Há uma necessidade urgente de estabelecermos um acordo nacional nessa área", afirmou, enfatizando que é crucial aumentar o suporte social às faixas etárias mais avançadas da população e "recomeçarmos com os investimentos" como foi realizado pelo país por vários anos, visando ampliar a infraestrutura destinada aos lares da terceira idade.
Para além desta aposta nas casas de repouso, Pedro Nuno Santos mencionou ainda que é crucial unir os serviços sociais com os cuidados médicos e mudar o foco "de um sistema baseado no hospital para um modelo cada vez mais voltado para a comunidade".
“Isto implica a necessidade de ter equipes interdisciplinares composta por médicos, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapeutas, e assistentes sociais, para fazer o acompanhamento de pacientes crônicos e idosos em seus lares sempre que for viável,” afirmou.
O secretário-geral do PS afirmou que essa medida seria vantajosa tanto para aqueles envolvidos quanto para o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ele explicou que "isso impede que as pessoas precisem ir aos hospitais ou às emergências desnecessariamente e aumenta a qualidade de vida dos pacientes".
Durante uma visita onde foi acompanhado pela candidata do PS à Câmara Municipal de Sintra, Ana Mendes Godinho, bem como pela cabeça de lista do partido para o círculo eleitoral de Lisboa, Mariana Vieira da Silva, Pedro Nuno Santos afirmou também que, se o PS chegar ao governo, implementará "aumentos excepcionais" e contínuos nas reformas sempre que as condições económicas assim o permitirem, ultrapassando os limites estabelecidos por lei.
Para o secretário-geral do PS, esta é a "política adequada, em contraste com a da AD, que opta por oferecer benefícios isolados sem impacto na elevação constante das pensões".
Para além do foco nas pessoas mais velhas, Pedro Nuno argumentou que o acordo nacional sobre o envelhecer deveria igualmente tentar melhorar a situação das pessoas que laboram em lares de terceira idade e organizações particulares de solidariedade social (IPSS). Ele mencionou ainda que Portugal "deve reconhecimento a estes homens e mulheres".
E é obrigado a encontrar soluções considerando a perspectiva profissional, salarial, e as condições de vida e trabalho tanto dos homens quanto das mulheres que se dedicam às IPSS para cuidar de nossos pais, filhos ou de pessoas com deficiências", argumentou, enfatizando ainda que deve haver uma "convergência nacional" para valorizar financeiramente estas figuras.
Nestes comentários à imprensa, Pedro Nuno Santos também discutiu a condição do Serviço Nacional de Saúde, num momento em que oito urgências médicas serão encerradas no sábado e dez no domingo.
O secretário-geral do PS argumentou que durante o verão e o inverno já tinham ocorrido casos de urgências hospitalares fechadas. Ele afirmou ainda que estamos a enfrentar uma "situação de instabilidade e confusão no Serviço Nacional de Saúde". Além disso, destacou que Luís Montenegro garantira anteriormente que iria solucionar "rapidamente e facilmente" as questões relacionadas com a saúde.
"O que observamos, infelizmente para os portugueses, é que as questões de saúde estão a deteriorar-se," afirmou.
Para Pedro Nuno Santos, o "principal culpado" pelo estado actual do SNS é Luís Montenegro e em segundo lugar está Ana Paula Martins, a Ministra da Saúde, que também se candidateia como deputada, o que sugere que Luís Montenegro não tirou quaisquer lições do ocorrido no último ano.
"Portanto, é necessário que haja uma verdadeira mudança, uma alteração segura em Portugal," afirmou.
TA // CC
solusikaki.com/Fim