Premium ADs

A identificação inicial de um distúrbio do espectro do autismo pode ser crucial: quanto antes receber suporte, maiores são as chances de progresso na criança. No último programa do podcast "Que Voz é Essa?", discutimos os indicativos preocupantes e as terapias mais benéficas já na tenra idade.

Ate aos tres anos, Rita e seu esposo nao perceberam nada alarmante no crescimento nem nas condutas do menino, porem depois disso começaram a encontrar varios indicios que lhes causavam ansiedade. Francisco demonstrava pouca interacao social, praticamente nao dava respostas, teve uma sensibilidade aumentada para sons, inclusive aqueles de seus joguetes favoritos, e tambem apresentou periodicas crise de extrema falta de controle emocional.

"Na esfera social e emocional, observava uma grande falta de estrutura que me era impossível elucidar e que começara a perturbar-me bastante. Não deveríamos permitir que os nossos filhos nos causassem desconforto. Assim sendo, ao começar a sentir-me dessa maneira, decidi 'algo está errado'", relata Rita Duarte, mãe entrevistada neste episóddio da nova temporada do podcast "Que Voz é Esta?".

Aos 4 anos, Francisco, que agora tem 8, recebeu um diagnóstico de autismo, algo que inicialmente deixou-a arrasada e sentindo-se "no fundo do poço". Hoje, ao refletir sobre o passado, Rita reconhece outros indícios menos óbvios, presentes há muito tempo em seu filho, embora na época esses sinais fossem ignorados pelos pais ou mesmo vistos como divertidos.

No mesmo episódio, Carla Almeida, uma especialista em detecção e intervenção precoz nas perturbações do espectro do autismo no Centro PIN, menciona que "a partir dos 6 aos 12 meses aparecem certos indícios, e entre os 18 e 24 meses torna-se bastante viável estabelecer um diagnóstico".

"Recebo relatos de mães que notaram algo incomum praticamente desde o primeiro dia. Isto nem sempre está relacionado à intensidade dos sintomas, mas também ao background materno. Mães experientes, que já têm outra criança e naturalmente fazem comparações, podem identificar esses indícios precocemente em relação às mulheres grávidas pela primeira vez", explica-se.

Apesar de ocasionalmente persistir “certa resistência na comunidade em aceitar uma deteção atempada, temendo o estigma associado”, é crucial que a avaliação ocorra tão precocemente quanto possível, com preferência até aos trêsprimeiros anos de idade, altura em que a neuroplasticidade alcança seu pico, enfatiza esta profissional.

No entanto, vários mitos ou estereótipos que continuam presentes em relação a essa condição, como o conceito de que as crianças autistas nunca se expressam verbalmente ou, ao contrário, são todos superdotados, faz com que muitos pais posterguem a busca por um diagnóstico profissional.

Também levou ao adiamento o subestimar das indicações de alarme, pois pensava-se que "só é uma etapa" e que eventualmente iriam passar, esclarece Carla Almeida.

No entanto, qual é exatamente o primeiro indício que pode indicar um transtorno do espectro autista? Quando podemos começar a intervenção e quais são as terapias mais eficientes disponíveis? Estas perguntas guiam o novo episódio da série de podcasts do site solusikaki.com focada na saúde mental.

Na atual temporada do programa de podcasts "Que Voz É Essa?", as jornalistas Joana Pereira Bastos e Helena Bento investigam sentimentos como culpa, vergonha ou ira. Com uma série de histórias verdadeiras e contribuições de profissionais da saúde, esta edição oferece insights valiosos. Descubra mais sobre os episódios disponíveis neste link.

Table of Contents [Close]
    Postagem Anterior Próxima Postagem
    X
    X
    X