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Não ocorreu uma única ocasião durante o primeiro confronto televisivo entre Pedro Nuno Santos e André Ventura nesta terça-feira à noite onde ambos concordassem. A discussão começou com desacordo quanto à situação económica de Portugal: enquanto Ventura afirmava que o PS permitiu que entrassem "produtos chineses, indianos, paquistaneses, da América do Sul", sem proteger nem favorecer os europeus e seus bens, sugerindo assim encerrar o acordo do Mercosul, argumentando que prejudica os produtores agrícolas nacionais; Pedro Nuno retrucou citando as taxações impostas por Trump, questionando frontalmente seu adversário se realmente defendia os interesses dos portugueses ou apoiava Donald Trump.

Em seguida, o chefe do partido Chega utilizou todos os seus pontos pré-definidos para criticar o secretário-geral do Partido Socialista. Começaram pela TAP e a CP até chegarem ao assunto da habitação, culminando na questão do Imposto Único de Circulação (IUC). Este último tópico gerou um debate acirrado entre eles sobre se deveriam ou não aumentar esse imposto. "Discutir com o PS aborrece-me", declarou André Ventura. Em resposta, Pedro Nuno Santos retrucou: "Eu também me sinto assim, porém preciso ser maduro o bastante para lhe dar atenção". O tema da imigração foi inevitável e o presidente do Chega novamente associou-a à criminalidade, mesmo enfrentando contrapontos por parte do adversário político. Por fim, sobrou espaço para que Ventura comentasse sobre Sócrates e Hugo Mendes — este último figura nas filas do PS — contudo, o socialista optou por desconsiderá-lo completamente.

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