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O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, reconheceu hoje que as "negociações cruciais" conduzidas pelo presidente dos Estados Unidos com a Rússia e Ucrânia não estão sendo simples. Ele também expressou sua consternação em relação ao recente ataque russo na cidade de Sumi.

Hoje regressamos às conversações cruciais lideradas pelo Presidente Trump com a Ucrânia e também com a Rússia, visando alcançar um cessar-fogo e estabelecer uma paz sustentável. Estes diálogos são desafiadores — especialmente depois deste extremo período de violência —, porém apoiamos plenamente os esforços do Presidente Trump por meio da busca da pacificação", afirmou Rutte durante uma coletiva de imprensa junto ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na cidade de Odessa, região meridional da Ucrânia, onde fez uma visita-surpresa nesta data.

O representante da NATO afirmou que "outros membros", especificamente mencionando esforços conduzidos pela França e pelo Reino Unido, "encontram-se preparados, dispostos e capacitados para tomar maior protagonismo com o objetivo de contribuir para manter a tranquilidade quando essa necessidade surgir".

Rutte condenou o ataque russo contra a cidade de Sumi, no passado domingo, que fez mais de 30 mortos civis e mais de 100 feridos.

"Isso é absolutamente escandaloso. É uma continuação de um padrão horrível de ataques russos contra alvos civis e infraestruturas por todo o país ucraniano," expressou, lembrando que "até mesmo centenas de hospitais e trabalhadores da saúde têm sido objetivos" desde o começo da ofensiva russa, em fevereiro do ano passado.

O representante da Otan afirmou novamente a Zelensky que "a NATO está ao lado da Ucrânia".

"Sabemos que vários têm contestado o suporte da NATO ao longo dos últimos meses, porém quero deixar claro: esse suporte permanece firme e inquestionável", afirmou.

A NATO, continuou, "permanece a oferecer suporte político e práctico à Ucrânia, proporcionando assistência em matéria de segurança e formação através do nosso quartel-general em Wiesbaden".

Em adição, destacou-se que durante os primeiros três meses do ano de 2025, os parceiros internacionais comprometeram-se a fornecer mais de 20 bilhões de euros em apoio à segurança da Ucrânia.

"Deixe-me repetir mais uma vez para o povo ucraniano: nós estamos do vosso lado. E aguardamos o dia em que as valentes mulheres e homens desta nação extraordinária possam viver livremente sem temor," expressou-se.

Em Odessa, Rutte e Zelensky foram a um hospital para conversar com os feridos.

Por sua vez, o presidente da Ucrânia afirmou que o país necessita urgentemente de sistemas de defesa antimísseis e solicitou a rápida e eficiente implementação de forças militares ocidentais no território nacional.

Zelensky afirmou que um grupo da Ucrânia está na Turquia para explorar a ideia de trazer soldados internacionais com o objetivo de assegurar a proteção do Mar Negro.

"A participação dos nossos aliados do Ocidente nos céus, mares e terras. Este é o conceito da 'coalizão dos dispostos', declarou", mencionou conforme relatado pela agência de notícias nacional ucraniana Ukrinform.

O líder da Ucrânia mencionou ainda que um dos temas sendo discutido é a possibilidade de enviar "uma força naval ao mar".

“Creemos que a Turquía pode assumir um papel significativo na formação das futurasseguranças marítimas,” prosseguiu Zelensky.

A coalizão formada pelos países comprometidos em auxiliar a Ucrânia é chefiada pelo Reino Unido e pela França. Essa aliança inclui nações prontas para fornecer um grupo militar à Ucrânia após o fim do conflito, servindo como uma medida de proteção.

Portugal tem estado presente nestas reuniões do grupo.

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