Na passada semana, o Vaticano anunciou oficialmente a dissolução permanente do Sodalício de Vida Cristã (SVC), um organismo religioso baseado no Peru. Esta decisão surge num contexto onde este movimento enfrenta há mais de dez anos graves denúncias que visam tanto o seu criador como diversos membros, englobando desde supostos casos de abuso sexual e psicológico até indícios de corrupção. Além disso, foram levantadas questões sobre práticas intimidatórias em relação aos jornalistas responsáveis por trazer à luz estes incidentes, bem como estratégias semelhantes às das máfias usadas para minar a credibilidade dos detratores e sobreviventes destes eventos.
A confirmação veio diretamente do próprio SVC. comunicado publicado em seu website De acordo com a nota, o decreto dissolvendo a comunidade foi assinado nesta segunda-feira em Roma pelo superior geral José David Correa, na sede do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, diante da irmã Simona Brambilla, prefeita desse dicastério vaticano, seguindo uma deliberação do Papa Francisco — como resultado de um extenso processo sobre diversos crimes ocorridos dentro do grupo, que resultou no ano passado no afastamento do fundador do Serviço pela Caridade Jesus Cristo (SVC), Luis Figari, além da remoção de mais de dez líderes proeminentes dessa organização.
Para além do SVC (rama masculino, que foi o primeiro grupo estabelecido por Luís Figari), foram encerrados outras três ramificações desta mesma corrente espiritual criadas por Figari: a Comunidade Mariana da Reconciliação (rama feminina leiga), as Servas do Plano de Deus (uma comunidade religiosa dedicada às mulheres) e o Movimento da Vida Cristã (um movimento eclesiástico destinado aos fiéis leigos).
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