A APA (Agência Portuguesa do Ambiente) não tem conseguido cumprir adequadamente o monitoramento do manejo de substâncias perigosas contidas nos resíduos electrónicos. avança o jornal Público.
De acordo com o jornal, já fazem alguns anos que a APA deixou de validar os relatórios das duas organizações responsáveis pela gestão de resíduos elétricos (Electrão e ERP). Estes documentos destacam significativas discrepâncias nas porcentagens de eliminação de poluentes tais como mercúrio e chumbo.
A organização ecologista Zero denuncia que a APA não está a cumprir com os seus deveres legais em relação à preservação da saúde pública e do meio ambiente, chamando atenção para o "espalhamento de materiais perigosos".
As informações mostram diferenças importantes nas taxas de reciclagem: em 2023, a Electrão registrou um índice de 18,4%, contra 5,77% da ERP.
Apesar dos repetidos apelos para obter explicações, nem a APA nem a Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE) ratificaram os relatórios referentes aos anos de 2019 e 2020. A autoridade responsável atribui o atraso à "exaustiva análise técnica" desses documentos e declara que a Ministra do Ambiente não intervém neste procedimento, tendo em conta a independência das instituições implicadas.