Funchal, Madeira, 16 de abril de 2025 (solusikaki.com) - O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou nesta sexta-feira que não ocorrerão "alterações significativas" na estrutura organizacional do novo governo empossado na terça-feira. Ele explicou que é necessário integrar o ministério do Meio Ambiente dentro da Secretaria Regional do Turismo para otimizar as operações.
"Não haverá alterações significativas. Haverão apenas algumas adequações," declarou o responsável em relação à estrutura do XVI Governo Regional da Madeira formado pela coligação PSD/CDS-PP. Ele esteve presente nas celebrações dos 32 anos do Comando Operacional da Madeira, explicando que há uma nova composição ministerial, indicando assim a necessidade de "adequar certas partes". Isso inclui também várias nomeações e designações para os cargos de diretores regionais.
O décimo sexto governo regional da Madeira, resultado das eleições locais realizadas em 23 de março, inclui oito secretarias, sendo esta um aumento comparado ao gabinete anterior. Miguel Albuquerque manteve apenas duas figuras-chave: Jorge Carvalho, responsável pela Educação, Ciência e Tecnologia, e Eduardo Jesus, encarregue pelo Turismo e Cultura, este último agora com competências adicionais na área do Meio Ambiente.
Interrogado sobre essa fusão, Albuquerque esclareceu que a escolha foi feita com o objetivo de "evitar qualquer conflito de interesses".
De acordo com Miguel Albuquerque, "considerando o êxito do setor turístico e a pressão exercida sobre as áreas de interesse, esta demanda requer uma maior coordenação entre a administração das zonas naturais e a proposta turística; nada é mais adequado para isso senão integrar [o Meio Ambiente] na mesma secretaria".
O líder destacou que "atualmente, o turismo na Madeira tem uma forte conexão com o meio ambiente e o uso intenso em determinadas áreas pode exigir medidas conjuntas com as entidades envolvidas neste setor".
Miguel Albuquerque também argumentou que é essencial "diversificar as opções nos locais mantendo a integridade dos ecossistemas", bem como "ampliar e aprimorar as atividades turísticas".
"Temos alguns desses projetos atualmente em discussão, incluindo o novo teleférico do Curral das Freiras. Pretendemos criar um novo miradouro panorâmico no Pico da Boneca, em Santana, que terá praticamente a mesma altitude do Cabo Girão e contará com similaridades semelhantes. Além disso, estamos a restaurar os antigos caminhos rurais, principalmente na Calheta," revelou.
O líder do governo madeirense mencionou ainda que o intuito é "avançar também com alguns elementos adicionais de interesse turístico, como por exemplo a construção de uma nova ponte suspensa em Ponta do Pargo [no concelho da Calheta]".
"Todas essas medidas vão exigir uma excelente colaboração entre a Secretaria de Turismo e os operadores turísticos para o uso adequado destes locais," enfatizou.
Miguel Albuquerque está à frente do Governo da Madeira desde 2015 e foi empossado na segunda-feira como líder do XVI Governo Regional para o mandato entre 2025 e 2029, após as eleições antecipadas realizadas em 23 de março, que foram desencadeadas pela aprovação de uma moção de censura proposta pelo partido Chega. Esta medida foi tomada devido às investigações judiciais relacionadas a membros do governo regional.
O Partido Social Democrata (PSD) obteve a maior quantidade de votos, conseguindo empossar 23 representantes dentre os 47 possíveis na Assembleia Legislativa da Madeira. Através de um pacto legislativo e executivo com o candidato escolhido pelo CDS-PP, garantiram uma maioria qualificada.
Para além dos partidos governamentais, a Assembleia Legislativa da Madeira inclui também onze deputados do JPP, que agora lidera a oposição na região, oito membros do PS, três representantes do Chega e um membro independentista.
O gabinete madeirense conta com duas representantes femininas e o ministério responsável pela Economia está sob a direção de José Manuel Rodrigues, chefe do CDS-PP, que ocupou o cargo de presidente na Assembleia Legislativa da Madeira desde 2019.
As eleições legislativas regionais que ocorreram em 23 de março representaram as terceras realizações nas ilhas da Madeira num período aproximado de um ano e meio.
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