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A posição foi exposta hoje durante uma conferência de imprensa por jovens lideranças dos partidos FNLA, PRS, Bloco Democrático — todos da oposição — e do Movimento dos Estudantes de Angola (MEA) em Luanda.

As mencionadas instituições, unindo-se num único posicionamento acerca do "verdadeiro estado da juventude angolana -- presente e futuro", identificaram como questões prementes os desafios relacionados com a educação e instrução, ocupação laboral, capacitação técnica, bem-estar sanitário e alojamento, todos eles obstáculos atuais que impactam significativamente as vidas dos jovens de Angola.

Identificam-se um aumento do número de jovens em idade escolar que não têm oportunidades para continuar seus estudos, uma falta de novas vagas de emprego, "uma crise na habitação que afeta grande parte da juventude" e o crescimento da delinquência entre os mais novos, com apelos por respostas governamentais.

Lembraram que a população angolana é principalmente composta por jovens cujo número continua a aumentar, destacando assim a urgência de combater a presente utilização da juventude pelo MPLA (o partido governante) e também a falta de políticas públicas voltadas para os jovens.

Para estes grupos jovens, Angola é um dos países que cria maior quantidade de legislação, mas argumentam que a elaboração dessas leis precisa vir acompanhada de iniciativas concretas com impacto direto na realidade juvenil.

Nesta posição conjunta, os jovens condenaram a "inutilidade" dos projetos voltados para o desenvolvimento juvenil nos últimos doze anos, afirmando que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no comando desde 1975) "falhou" em executar esses planos adequadamente.

"MPLA não foi capaz de realizar essa mudança; o programa para o desenvolvimento juvenil é uma bela peça documental, porém permanece apenas em teoria. Parem de supor quais são os desejos dos mais novos — eles próprios possuem opiniões. Devemos questioná-los sobre seus anseios e aqueles responsáveis pela gestão devem atender tais expectativas," expressam-no no comunicado.

Também culpam o Governo por elaborar legislação destinada a "someter os jovens que protestam e manter a constante militarização do Estado". Essa legislatura inclui especialmente as leis relativas ao Dano em Bens Públicos, à Regularidade de Organizações Não-Governamentais (ONG), à Defesa Nacional e à Propagação de Informações Falsas na Web.

Expressaram também sua preocupação sobre a presente deterioração social e econômica das famílias angolanas, juntamente com o aumento alarmante da violência contra as mulheres, a crescente fome e pobreza, além do incremento nos registros de cólera no território nacional.

"A falta de infraestruturas básicas de saneamento e as limitações na eficácia dos sistemas nacionais de saúde, que não conseguem mudar o foco da medicina curativa para a prevenção, pioram constantemente a condição de saúde no país (...)", expressaram os jovens.

Asseguraram realmente manter sua defesa de que o governo chefiado pelo presidente angolano, João Lourenço, "consegue estabelecer uma ponte capaz de facilitar a passagem do diálogo oficial à realidade dos anseios populares e, mais especificamente, das jovens gerações."

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