Pêro Pinheiro, Sintra, 18 abr 2025 (solusikaki.com) - O secretário-geral do Partido Socialista declarou nesta quinta-feira que deseja prestar declarações ao Ministério Público antes do arranque oficial da campanha eleitoral, argumentando que seria benéfico para todas as partes envolvidas se os seus assuntos fossem esclarecidos publicamente, e rejeitou qualquer paralelo com Luís Montenegro.
Durante entrevistas com os repórteres após uma visita ao centro de apoio a idosos da Associação Comunitária de Pêro Pinheiro, localizada em Sintra, Pedro Nuno Santos foi interrogado sobre ter submetido algum pedido formal para comparecer perante o Ministério Público relacionado à investigação cautelar na qual está sendo alvo e que aborda a compra de dois imóveis.
“A entrega do pedido ainda não ocorreu, porém será feita na semana que vem,” declarou o secretário-geral do PS, expressando a expectativa de ser ouvido antes do lançamento da campanha eleitoral para as eleições legislativas, marcado formalmente para 04 de maio.”
“Considero que era crucial, sobretudo porque na quarta-feira passada houve uma notícia sobre o arquivamento do mesmo processo, aparentemente em função das mesmas informações jornalísticas de há um ano atrás. Desta forma, isso naturalmente gera impactos, causa confusão entre as pessoas e é desequitativo, já que necessitamos de toda a informação disponível para tomar decisões informadas,” salientou, enfatizando ser “vantajoso para todos” esclarecer sua situação.
Interrogado acerca do comentário de Luís Montenegro de que não necessita de "atacar pessoalmente" os seus adversários para exercer a política, Pedro Nuno Santos afirmou que "a avaliação dos dirigentes políticos é essencial durante uma campanha".
"Compreendo perfeitamente que o PSD prefira evitar discussões sobre as características dos candidatos, contudo, eles devem abordar esse assunto pois, durante uma campanha eleitoral, analisamos tanto o projeto quanto aqueles que irão conduzi-lo", destacou.
O secretário-geral do PS afirmou que essa avaliação política "não constitui uma questão desprezível" e argumentou que "não existe nenhum tipo de paralelismo" entre o seu caso e aqueles relacionados com Luís Montenegro.
“A maior preocupação para mim é evitar a confusão entre as pessoas e impedir que todo o mundo pense que [os políticos] são todos iguais. Na verdade, eles não são todos iguais, e quero enfatizar novamente que eu não sou igual ao Luís Montenegro,” afirmou, sublinhando que a avaliação feita pelos partidos em relação aos seus líderes “é uma análise crucial que deve fazer parte da campanha.”
"Entendo que não queiram agir em relação a mim, pois percebem que não posso ser comparado com Luís Montenegro. No entanto, tanto eu quanto eles continuaremos a desenvolver nosso trabalho sobre o país e o projeto que almejamos para ele. Claramente, os perfis de todos os candidatos estão sendo avaliados," comentou.
Quanto ao fato de saber que o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto havia arquivado, há um ano, uma denúncia semelhante à que resultou na recente instauração dessa investigação preliminar, Pedro Nuno Santos afirmou ter ficado sabendo disso através da mídia.
"Descobri através dos meios de comunicação social que havia uma investigação prévia sobre o modo como paguei pelas minhas casas", declarou.
Nesta quarta-feira, o Ministério Público iniciou um procedimento prévio para investigar o secretário-geral do Partido Socialista em relação à compra de dois imóveis.
Pedro Nuno Santos afirmou que não teme o escrutínio e expressou sua disposição em comparecer perante o Ministério Público para falar sobre esse assunto. Ele divulgou na manhã deste dia um documento relacionando a aquisição de suas duas residências no site da campanha do Partido Socialista.
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