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Lisboa, 15 abr 2025 (solusikaki.com) – O PS declarou hoje que as manobras do primeiro-ministro são insustentáveis, culpando Luís Montenegro por provocar uma instabilidade que consideram estar "atrapalhar" o progresso do país e rotularam isso como verdadeira "montenegrização" de Portugal.

Na sede do Partido Socialista em Lisboa, durante uma conferência de imprensa, Marco Perestrelo, representante da campanha socialista para as eleições marcadas para 18 de Maio, declarou que os principais argumentos apresentados pelo chefe da AD sobre questões como a robustez econômica e a segurança financeira "são fruto diretamente das políticas implementadas pelo governo do PS".

"Luís Montenegro esqueceu-se de que os truques são como as mentiras, têm a perna curta. Não existem artimanhas nem falsidades capazes de ocultar que Luís Montenegro não corrigiu aquilo que estava errado e ainda deteriorou o que já era bom," afirmou a acusação.

Para o líder do PS, o primeiro-ministro "está a vir agora reclamar sobre a instabilidade política e afirma que o país não deve ficar estagnado".

"Mas esta é exatamente a principal contribuição de Luís Montenegro, a instabilidade política, e é justamente essa instabilidade política que está a deter o progresso do país. Esta é realmente a 'montenegrização' do país sobre a qual Luís Montenegro discutiu ontem," rebateu, fazendo referência a um termo utilizado pelo Primeiro-Ministro no dia anterior.

Para Marcos Pereira, "a transformação em Montenegro deste país resulta na estagnação gerada pela instabilidade política, decorrente dos artifícios, das mentiras, das semi-verdades, das manipulações e da ausência de transparência".

Há um ano, Luís Montenegro lançou sua campanha eleitoral enfocando conflitos de interesses, incompatibilidades e medidas preventivas de risco. Essas questões parecem ter sumido completamente," acrescentou a crítica.

A candidata principal do PS para Santarém zombou dizendo que "Luís Montenegro cuidou da ética nos conflitos de interesse com tal transparência que este ano o tema tornou-se invisível no plano de governação da AD".

"Claramente, isso não aconteceu por descuido ou falta de atenção. A única estabilidade genuína é aquela baseada na veracidade, na experiência e numa perspectiva clara sobre o país. O único compromisso confiável que Luís Montenegro pode nos dar atualmente é aquele que representa incerteza e um hiato no progresso do país," criticou-se.

Marcos Perestrelo criticou o governo por, embora tenha recebido um legado de "finanças saneadas" dos governos socialistas, ter gasto o superávit herdados, deteriorando o equilíbrio financeiro, ao mesmo tempo que apenas inaugurava projetos iniciados pelo anterior governo socialista e exacerbava questões já existentes.

"Nas regiões enfrentando desafios, como na área da saúde, educação ou moradia, esses problemas intensificaram-se e as autoridades tentaram esconder a verdade utilizando artimanhas," criticou.

Nestas áreas, o líder do PS adicionou ainda a questão do IRS, mencionando que inicialmente o Governo se comprometeu com uma redução de impostos "já aprovada pelo governo socialista".

"E em seguida, com a modificação das tabelas de retenção do imposto sobre rendimentos indivisíveis, Luís Montenegro tentou novamente confundir os cidadãos portugueses utilizando artimanhas para criar a impressão de um novo decréscimo deste imposto. Contudo, é o inverso que está acontecendo; atualmente as famílias estão despendendo dinheiro onde anteriormente eram ressarcidas pelo mesmo imposto. Como destaquei, essas jogadas, assim como as falsidades, não resistem por muito tempo," enfatizou.

JF // JPS

solusikaki.com/fim

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