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Bissau, 16 abr 2025 (solusikaki.com) - Em um comunicado emitido nesta terça-feira, o governo da Guiné-Bissau anunciou que os quatro indivíduos não nacionais acusados de traficantes de drogas, anteriormente presos em Bissau, foram relocados para os Estados Unidos da América e agora serão julgados neste país.

Dois mexicanos, um colombiano e um equatoriano foram relocados para os Estados Unidos, evidenciando "a forte determinação das autoridades ao combate efetivo contra o tráfico de drogas e outros tipos de criminalidade", conforme mencionou o comunicado emitido pelo governo da Guiné.

A remoção desses prisioneiros ocorreu depois de um " pedido " feito pela DEA (Administração Federal Antidrogas dos Estados Unidos), uma decisão que a defesa dos réus vê como "um absurdo".

O advogado argumentou que a transferência dos quatro réus é incomum na falta de um acordo de extradição entre os dois países.

A DEA, que já teve múltiplas reuniões com as autoridades guineenses desde janeiro, pediu a transferência desses prisioneiros por questões de segurança. A agência admitiu que o sistema penitenciário da Guiné-Bissau tem dificuldades em lidar adequadamente com esses indivíduos, segundo informantes do governo de Bissau citados pelo Solusikaki.com.

Os quatro arguidos agora transferidos para os Estados Unidos da América foram detidos cinco cidadãos da América do Sul, em Bissau, a 07 de setembro de 2024, a bordo de um avião com cerca de 2,6 toneladas de droga, e a pretensão da DEA era que todos fossem encaminhados para os Estados Unidos, mas um dos cinco morreu.

Este é um indivíduo do Brasil, e seu cadáver continua à espera de uma instrução das autoridades da Guiné para ser transferido para sua nação.

A declaração governamental explica que a mudança desses quatro indivíduos aconteceu como parte da colaboração mútua entre a Guiné-Bissau e os Estados Unidos da América, com o objetivo de intensificar as operações contra o crime organizado globalmente, em particular o contrabando internacional de drogas ilícitas.

“Os condenados transferidos enfrentarão processos judiciais adicionais nos Estados Unidos da América, em cumprimento de acordos de cooperação judiciária vigentes entre os dois países”, indica ainda o Governo de Bissau.

O governante da Guiné reitera o seu compromisso com as instituições judiciais nacionais e também com os órgãos de segurança.

O sistema judicial da Guiné condenou os cinco réus a uma pena de 17 anos de prisão pelos delitos de coautoria em “tráfico de substâncias entorpecentes agravado” e “uso ilegal de avião”, onde o grupo fez com que a droga fosse transportada do México para Bissau.

A DEA, a Interpol e o Centro de Operações contra Narcóticos e Análise Marítima (MOAC- N) colaboraram com a Polícia Judiciária guineense desde a operação da apreensão da droga no aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau até à sua incineração, no dia 19 de setembro de 2024.

MB // RBF

solusikaki.com/Fim

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